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De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, mais de 5 milhões de pessoas no mundo convivem com doenças inflamatórias intestinais.
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Um tema ainda pouco conhecido, mas que impacta a vida de milhões de pessoas em todo o mundo, são as doenças inflamatórias intestinais. Por isso foi criada a campanha Maio Roxo, com o objetivo de conscientizar a população sobre esse tipo de enfermidade, os sintomas e a importância do diagnóstico precoce.
A história de Gisele Geronima de Souza, moradora de Sorocaba, começou aos 32 anos, quando ela passou a sentir dores abdominais frequentes e episódios de diarreia. O que parecia algo simples demorou meses para ser diagnosticado. Foram inúmeros exames até que os médicos confirmassem a doença de Crohn, uma condição inflamatória intestinal.
Com poucas informações disponíveis e percebendo outros casos semelhantes na região, Gisele decidiu ir além: fundou a ONG G-Crohn, dedicada a orientar, apoiar e conscientizar outras pessoas sobre essas doenças.
Hoje, ela segue em tratamento contínuo. Já se passaram dez anos desde o diagnóstico, em uma jornada marcada por desafios diários, como ela mesma relata.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, mais de 5 milhões de pessoas no mundo convivem com doenças inflamatórias intestinais. No Brasil, são registrados cerca de 100 casos para cada 100 mil habitantes.
A campanha Maio Roxo, criada pela Sociedade em 2010, tem como foco ampliar o debate público sobre essas enfermidades e ressaltar a importância de reconhecer os sinais e iniciar o tratamento adequado o quanto antes. Segundo o cirurgião do aparelho digestivo, João Henrique Nunes Armani, o histórico familiar é um dos principais fatores associados ao surgimento dessas doenças. Ele explica que a doença de Crohn atinge o intestino delgado e o cólon, enquanto a retocolite ulcerativa afeta as extremidades do intestino grosso, provocando inflamações na região.
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