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Exportações para o mercado norte-americano caíram 39,7% no primeiro semestre. Setor teme perda de competitividade e cobra diálogo entre Brasil e Estados Unidos
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O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já provoca preocupação entre empresas da região de Sorocaba que dependem do mercado norte-americano. Embora ainda seja cedo para medir todos os impactos da medida, representantes do setor afirmam que o tarifaço pode reduzir a competitividade da indústria brasileira e afetar as exportações nos próximos meses.
Na prática, a tarifa é paga pelo importador nos Estados Unidos. No entanto, o custo adicional tende a encarecer os produtos brasileiros, o que pode levar compradores a buscar fornecedores de outros países. Por isso, empresas que atuam no comércio exterior acompanham de perto as negociações entre os dois governos e já estudam estratégias para minimizar os prejuízos.
Segundo o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Comércio Exterior (Assecex), Bruno Silvestre, a principal preocupação é a perda de espaço no mercado internacional. Ele explica que, diante do aumento dos custos, empresas brasileiras precisam buscar alternativas para manter a competitividade e preservar contratos com clientes estrangeiros.
Os reflexos da medida já aparecem nos dados da balança comercial. Levantamento do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) mostra que, entre janeiro e junho deste ano, as exportações da região de Sorocaba para os Estados Unidos somaram US$ 117,4 milhões. O resultado representa uma queda de 39,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Atualmente, os Estados Unidos ocupam a quarta posição entre os principais destinos dos produtos exportados pelas indústrias da região. Para o primeiro vice-diretor do Ciesp Sorocaba, Afonso Teixeira, algumas empresas já enfrentam cancelamentos de pedidos e precisaram rever estratégias diante das incertezas geradas pelas novas tarifas.
Apesar do cenário, o setor avalia que ainda é cedo para dimensionar os efeitos sobre a economia regional. A expectativa é que os próximos meses indiquem se a redução nas exportações afetará a produção, os investimentos e o nível de emprego nas indústrias.
Enquanto isso, representantes do setor defendem o diálogo entre Brasil e Estados Unidos para tentar reduzir os impactos das tarifas e preservar a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.
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