Decisão estabelece prazo de 30 dias para três leitos e de 120 dias para outros sete no hospital da cidade
Duas denúncias foram feitas por má conduta e tentativa de agressão por parte do médico
Foto: Divulgação / Câmara Municipal de Boituva
Decisão estabelece prazo de 30 dias para três leitos e de 120 dias para outros sete no hospital da cidade
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A Prefeitura de Boituva pediu o afastamento de um médico obstetra do Hospital São Luiz por conta de denúncias de pacientes por mau atendimento e tentativa de agressão. O hospital tem o prazo de até esta segunda-feira (23) para prestar esclarecimentos.
Na sexta-feira (20), uma paciente grávida e sua acompanhante abriram um boletim de ocorrência contra o obstetra. Segundo o relato, a vítima, em uma gestação de 40 semanas, chegou ao hospital com fortes dores e contrações. O médico a teria atendido de forma ríspida e orientou a retornar para casa. Porém, após a troca de plantão, a nova equipe constatou o trabalho de parto e a encaminhou para uma cesariana de emergência, em razão de sofrimento fetal.
Na manhã do dia seguinte, o obstetra retornou e teria agido novamente de forma grosseira e agressiva, proferindo ofensas contra a acompanhante e tentando agredi-la, chegando a acertar um golpe de raspão. O tumulto teria feito com que o médico ainda esbarrasse no berço do recém-nascido, gerando receio nas vítimas em continuar com o acompanhamento.
Uma outra denúncia contra o mesmo obstetra havia sido feita anteriormente na mesma semana por uma vereadora, que também é Presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga condutas na gestão do Hospital São Luiz.
Em 2022, este médico foi afastado por 30 dias pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná por infringir os artigos 1° e 32 do Código de Ética Médica, que prescrevem ser vedado ao médico “causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável por imperícia, imprudência ou negligência” e “deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente”, respectivamente.
Em nota, a Prefeitura de Boituva informou que “tendo em vista o repasse mensal investido ao Hospital São Luiz, reitera que não tolera qualquer forma de violência ou desassistência e que prioriza a segurança e a integridade de todos os pacientes e usuários do sistema de saúde”.
Em nota, o Hospital São Luiz informou que medidas administrativas e judiciais estão sendo tomadas. Nossa equipe não conseguiu localizar o contato da defesa do médico, o espaço segue aberto para manifestação.
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