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Clayton Sassá, de Capão Bonito, se confundiu ao defender a preservação de igreja histórica e gerou repercussão online
Imagem: Reprodução - Câmara Municipal de Capão Bonito
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O vereador Clayton Sassá (União), de Capão Bonito, no interior de São Paulo, se confundiu ao discursar durante uma sessão da Câmara Municipal. Ele afirmou ser contra o “tombamento” de uma igreja de 150 anos, quando, na verdade, pretendia defender a preservação do prédio e era contra a demolição. O equívoco repercutiu rapidamente nas redes sociais, gerando diversos comentários.
“Como que se destrói algo de 150 anos de história? Não é algo de 15 dias, é 150 anos de história naquela localidade. Ao contrário, tem que se tornar um patrimônio público, histórico do nosso município”, disse o vereador, ao se declarar “totalmente contrário ao tombamento”, confundindo o significado do termo. O tombamento é, na verdade, um ato legal de proteção que impede a demolição ou descaracterização de bens históricos e culturais.
A sessão em que o discurso ocorreu foi realizada no dia 2 de junho e discutia um requerimento que solicitava esclarecimentos sobre a instalação de manilhas na Rua Benjamin Constant, no bairro Ferreira das Almas. O fechamento da via foi pedido pela Mitra Diocesana para proteger a estrutura da igreja histórica, que estaria sendo prejudicada pelo tráfego de caminhões pesados.
A Câmara Municipal esclareceu, por meio de nota, que a votação não tratava de demolição ou tombamento da igreja, mas apenas da solicitação de informações sobre a intervenção viária no bairro. O requerimento foi rejeitado por 7 votos a 6.
Procurado pela reportagem, o vereador Clayton Sassá enviou uma nota reconhecendo o erro e comentou a repercussão: “Na discussão do requerimento, no calor das falas, me equivoquei na formulação das ideias e usei a palavra tombamento de forma errada. Percebi o equívoco logo em seguida e tentei pedir a palavra para me corrigir, mas o debate seguiu e o tema foi votado. Meu erro foi não ter me justificado ainda em tempo.”
O vereador também destacou que, apesar da falha, sempre defendeu a preservação da igreja e que o caso trouxe um resultado positivo: “O ocorrido serviu para difundir informações sobre proteção e preservação do patrimônio histórico do município, despertando a atenção da população.”
Por Matheus Dias, TV Sorocaba SBT
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