Caso ocorreu em abril após assalto em farmácia
Um médico, a secretária de saúde e uma servidora de São Miguel Arcanjo foram afastados por suspeita de fraude em registros de atendimento. Isso aconteceu após uma operação da Polícia Civil em parceria com o Ministério Público e outras forças de segurança na manhã desta quinta-feira (21).
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Um médico, a secretária de saúde e uma servidora de São Miguel Arcanjo foram afastados por suspeita de fraude em registros de atendimento. Isso aconteceu após uma operação da Polícia Civil em parceria com o Ministério Público e outras forças de segurança na manhã desta quinta-feira (21). A ação teve o objetivo de investigar denúncias de irregularidades na rede de saúde da cidade. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em setores relacionados à saúde e foram apreendidos documentos, celulares e computadores que vão passar por perícia.
A ação contou com dois delegados, dois promotores de justiça, 25 policiais e 15 viaturas. As suspeitas são de crimes de peculato, peculato eletrônico e falsidades de documentos públicos. Peculato é um crime praticado quando um funcionário público se apropria de dinheiro, valor ou qualquer outro bem a que tenha acesso em razão da sua função ou que faça o desvio em benefício próprio ou de outros.
Três suspeitos de envolvimento foram ouvidos pela Polícia Civil e o delegado responsável disse que não descarta pedido de prisão posteriormente. A Justiça determinou o afastamento temporários dos envolvidos. Segundo um dos promotores, uma testemunha relatou que um médico psiquiatra terceirizado que atendia no CAPS, Centro de Atenção Psicossocial, possuía registros de atendimento mesmo estando afastado do cargo.
Outros depoimentos colhidos confirmaram que a prática ocorreu e segundo o promotor este médico deveria realizar cerca de 250 atendimentos por mês no CAPS e 160 no centro de especialidades, mas no CAPS por exemplo atenderia cerca de 12 por dia. Os atendimentos seriam lançados no sistema mesmo o médico não fazendo os atendimentos.
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