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Após um acidente na adolescência, professora enfrentou dezenas de cirurgias, amputação da perna direita e agora busca uma prótese para evitar nova amputação.
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A vida da Fabiana Nunes Moraes, de 46 anos, é marcada por uma sequência de desafios que começou há pouco mais de 30 anos.
Use as teclas de seta para cima e para baixo para redimensionar o painel da caixa de metadados. Após sofrer um grave acidente na linha férrea, em 1995, ela passou por dezenas de cirurgias, enfrentou infecções recorrentes, precisou amputar a perna direita em 2017 e, agora, luta para conseguir uma prótese que permita continuar caminhando e evitar uma nova amputação.
Na época do acidente, Fabiana era adolescente e voltava para casa depois do terceiro dia de aula em uma nova escola. Por causa das fortes chuvas, utilizou a linha do trem como caminho, sem saber que apenas um dos trilhos estava em funcionamento. Segundo ela, ao se assustar com uma cobra, acabou se voltando justamente para o lado por onde vinha o trem.
O impacto causou traumatismo craniano, fraturas graves no fêmur e perda óssea.
Durante a cirurgia no crânio, ela sofreu três paradas cardíacas e chegou a ter poucas chances de sobrevivência, segundo relato da família. Ao longo dos anos, a professora passou por diversas cirurgias para tentar preservar o membro, além de tratamentos para combater infecções e osteomielite, uma infecção óssea.
Em 2017, após anos de complicações, a amputação da perna direita tornou-se a única alternativa. Nem mesmo a amputação encerrou a luta. A infecção voltou de forma mais resistente, exigindo novas internações e cirurgias. Depois disso, Fabiana iniciou a reabilitação e passou a utilizar uma prótese. Porém, o coto continua perdendo volume de forma progressiva, fazendo com que os encaixes convencionais deixem de oferecer estabilidade e provoquem ferimentos.
Hoje, a professora enfrenta o risco de precisar passar por uma cirurgia ainda mais complexa, que pode resultar na desarticulação do joelho ou até em uma amputação em nível mais alto. Segundo Fabiana, o equipamento permite permanecer mais tempo com a prótese, caminhar e realizar atividades do dia a dia com mais segurança e independência. O alto preço, porém, impede a aquisição do sistema.
Para tentar arrecadar os recursos, ela iniciou uma campanha na internet. A Fabiana afirma que o principal objetivo é preservar a mobilidade e continuar levando uma vida ativa.
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