Polícia apreende cigarros eletrônicos e cigarros em adega de Itu

Itu, Policial | 0 Comentários

Guilherme Fialho

15 de agosto de 2026

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Investigação começou após adolescente passar mal depois de usar cigarro eletrônico; responsável pelo estabelecimento não foi preso

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A Polícia Civil apreendeu 23 cigarros eletrônicos e 38 caixas de cigarros durante uma fiscalização em uma adega no Jardim das Rosas, em Itu, na noite de quinta-feira (13). A investigação começou após a denúncia de que um adolescente teria passado mal depois de usar um cigarro eletrônico comprado no estabelecimento.

Segundo o boletim de ocorrência, o adolescente apresentou falta de ar intensa e precisou de atendimento médico. A mãe dele informou aos policiais que o filho havia comprado o dispositivo na chamada “Adega do Tonhão”.

Polícia identifica venda de cigarros eletrônicos

Após receber a denúncia, policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Itu passaram a acompanhar o estabelecimento e as redes sociais do comércio.

Durante o monitoramento, os agentes encontraram publicações no WhatsApp que anunciavam cigarros eletrônicos para venda. Em seguida, a equipe foi até a adega para verificar a denúncia.

No local, os policiais encontraram 23 dispositivos eletrônicos para fumar e 38 caixas de cigarros da marca Eight. Cada caixa tinha 20 maços, totalizando 760 maços de cigarros.

Os produtos não tinham documentos fiscais que comprovassem a origem.

Comerciante diz que recebeu produtos de desconhecido

O responsável pelo estabelecimento, de 33 anos, disse aos policiais que não era dono dos produtos. Segundo ele, um homem conhecido pelo apelido de “Ticão” levou a mercadoria até a adega.

O comerciante afirmou que comprou cada maço de cigarro Eight por R$ 4 e pretendia revendê-lo por R$ 6. Ele disse, porém, que ainda não havia vendido nenhum dos cigarros.

Em relação aos cigarros eletrônicos, o homem contou que pretendia vender cada dispositivo por valores entre R$ 60 e R$ 80. Ele também afirmou que receberia cerca de 20% do valor das vendas.

Investigação continua

A Polícia Civil levou o comerciante e os produtos até a Delegacia de Itu. O delegado responsável decidiu não prender o homem em flagrante.

De acordo com a autoridade policial, a suposta venda do cigarro eletrônico ao adolescente ocorreu em uma data anterior. Por isso, a investigação ainda precisa ouvir o jovem, o responsável por ele e possíveis testemunhas.

A polícia vai apurar o caso com base no artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do fornecimento de produtos capazes de causar dependência física ou psíquica a crianças e adolescentes.

Os cigarros e dispositivos eletrônicos seguiram para perícia. Os exames vão analisar a composição, a origem e a situação dos produtos perante os órgãos de controle sanitário.

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