Ação investiga organização criminosa ligada à atividade de baloeiros e conta com apoio da Polícia Militar Ambiental
Operação Ícaro cumpre mandados contra baloeiros em Sorocaba e Votorantim. Ação resultou em R$ 500 mil em multas e apreensão de materiais ilegais.
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Multas podem chegar a mais de R$ 11 mil
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Na manhã desta sexta-feira (5), a Polícia Militar Ambiental de São Paulo, em conjunto com o Ministério Público do Estado (GAEMA), deflagrou a Operação Ícaro para combater a fabricação, armazenamento e soltura irregular de balões na região de Sorocaba. A prática é crime ambiental e representa riscos de incêndios florestais, queimadas urbanas e à segurança aérea.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão em imóveis de Sorocaba e Votorantim, os agentes identificaram dois grupos envolvidos na atividade criminosa. Foram aplicadas multas ambientais que somam R$ 500 mil.
No local, as equipes encontraram uma estrutura clandestina destinada à produção de balões. Entre os materiais apreendidos estavam buchas, fardos de papel de seda, lanternas, velas, cordas, botijão de gás, fogos de artifício e até mesmo explosivos. Também foram localizados balões semiprontos, acessórios para montagem e objetos personalizados com a identificação de um grupo de baloeiros chamado “Vikins”.
Além disso, dois animais silvestres eram mantidos ilegalmente em cativeiro: um papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) e um jabuti-piranga (Chelonoidis carbonaria). Eles foram encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS).
As investigações, que também analisam dispositivos eletrônicos apreendidos, continuam para identificar todos os envolvidos.
Segundo a legislação, soltar balões é crime previsto no artigo 42 da Lei Federal nº 9.605/1998, com pena de 1 a 3 anos de detenção, multa ou ambas cumulativamente.
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