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Primeira morte por escorpião em 2026 em Sorocaba reforça orientação de atendimento imediato mesmo sem identificação do animal
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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforça que qualquer suspeita de picada de escorpião deve ser tratada como urgência médica. A recomendação é procurar atendimento imediato, mesmo quando o animal não é visto no momento do acidente.
O alerta ganha força após a confirmação da primeira morte por picada de escorpião neste ano em Sorocaba. A vítima foi um homem de 65 anos, que morreu no dia 14 de março.
A dor intensa no local da picada é o sintoma mais comum e costuma surgir de forma imediata. Em casos mais graves, podem aparecer náuseas, vômitos, suor excessivo, agitação, sonolência e alterações na respiração ou nos batimentos cardíacos.
Crianças de até 10 anos exigem atenção redobrada. Mesmo sem sintomas, a orientação é que sejam levadas diretamente a uma unidade com soro antiveneno, devido ao risco de evolução rápida do quadro.
O Estado conta com pontos específicos para esse tipo de atendimento, conhecidos como PESA (Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno), preparados para agir com rapidez e aplicar o tratamento adequado quando necessário.
Especialistas orientam lavar o local com água e sabão e aplicar compressa morna. Não é recomendado espremer, cortar, sugar o local ou fazer torniquete. A vítima deve ser levada o quanto antes a um serviço de saúde.
Dados de Sorocaba mostram crescimento no número de ocorrências nos últimos anos. Em 2024, foram registrados 566 casos e duas mortes. Em 2025, foram 622 ocorrências sem óbitos. Já em 2026, até agora, são 170 casos e uma morte confirmada.
O aumento está relacionado a fatores como clima, presença de entulho e facilidade de abrigo para os animais em áreas urbanas.
Escorpiões costumam se esconder em locais como entulhos, terrenos baldios, pilhas de madeira, ralos e até dentro de casas, em sapatos, roupas e toalhas.
A orientação é manter quintais limpos, evitar acúmulo de lixo, vedar frestas, usar telas em ralos e sacudir roupas e calçados antes de usar. Em áreas de risco, o uso de calçados fechados também é indicado.
Equipes de zoonoses realizam vistorias em imóveis, mapeamento de áreas com maior incidência e ações educativas ao longo do ano para reduzir os riscos e evitar novos acidentes.
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