Fiscalização na Rodovia Castello Branco encontrou 989,358 quilos de drogas escondidos no compartimento de carga de um caminhão
Foram cumpridos mandados em cidades do estado contra esquema internacional de lavagem de dinheiro
Imagem: Divulgação / Polícia Civil
Fiscalização na Rodovia Castello Branco encontrou 989,358 quilos de drogas escondidos no compartimento de carga de um caminhão
Operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão e investiga a atuação de um fórum extremista na dark web
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A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram, nesta quarta-feira (27), a Operação Cineris contra uma quadrilha de estrangeiros envolvida em golpes virtuais. O grupo usava empresas de fachada para lavar o dinheiro obtido com os crimes. Ao todo, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e sete de prisão nas cidades de São Paulo, São José dos Campos e Ibiúna.
As investigações começaram no 1º Distrito Policial de Rosana, no oeste do estado, após a denúncia de um morador que foi vítima de fraude. O golpe era aplicado por meio de um site hospedado em Istambul, na Turquia, que simulava investimentos com promessas de altos ganhos.
Com apoio do Ministério Público e da Unidade de Inteligência Policial de Presidente Prudente, os investigadores descobriram que a quadrilha fez vítimas em todo o Brasil. Em apenas oito meses, movimentou mais de R$ 480 milhões.
O esquema seguia um passo a passo para ocultar os valores. Primeiro, o dinheiro era depositado em uma conta digital de um laranja. Em seguida, os criminosos assumiam o controle dessa conta por aplicativo e transferiam os valores para empresas de fachada.
Para dificultar a ação das autoridades, o grupo usava fintechs e gateways, que oferecem serviços digitais de pagamento, créditos e conexão entre sites, lojas e bancos para processar transações financeiras. Além de lavar o dinheiro dos próprios golpes, a quadrilha também oferecia a estrutura para outras facções criminosas.
A operação contou com 97 policiais civis e apoio de unidades especializadas como a Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic), o Grupo Especial de Reação (GER) e o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). As ações continuam em andamento.
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