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A nova tarifa de água e esgoto em cidades atendidas pela Sabesp passou a valer na quinta-feira (1º), com a reposição da inflação do período e valor cerca de 15% abaixo do que seria aplicado caso a empresa tivesse permanecido estatal. A atualização não representa aumento real na conta para o consumidor e segue as regras do novo modelo regulatório após a desestatização da companhia.
A revisão tarifária considera apenas a variação inflacionária acumulada no período, entre julho de 2024 e outubro de 2025. O reajuste tem o objetivo de preservar o equilíbrio econômico-financeiro do serviço, sem encarecer o custo real da água e do esgoto para a população.
A tarifa em vigor ficou cerca de 15% abaixo do que seroa cobrado se a empresa continuasse sob controle estatal. A comparação leva em conta o valor projetado para 2026 no modelo anterior, considerando as regras que vigoravam antes da desestatização.
Com a revisão, aprovada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (ARSESP), o valor da tarifa residencial passa em 2026 para R$ 6,40/m³ em 371 cidades atendidas pela empresa.
A revisão tarifária ocorre em um contexto de ampliação dos investimentos em saneamento no estado, voltados à universalização do acesso à água e ao tratamento de esgoto. A combinação entre regras regulatórias, metas de desempenho e controle tarifário busca assegurar a expansão dos serviços sem impacto adicional no orçamento das famílias atendidas pela companhia.
Desde julho de 2024, a Sabesp investiu cerca de R$15 bilhões na ampliação e melhoria da infraestrutura de saneamento das regiões que atende, sendo R$10,4 bilhões de janeiro a setembro de 2025, aumento de 151% em relação ao aplicado no mesmo período do ano anterior.
A privatização da Sabesp criou ferramentas para garantir o controle da tarifa e para que ela seja sempre menor do que a cobrada se a Sabesp ainda fosse uma estatal. O consumidor não será impactado financeiramente pelo grande volume de investimentos que está sendo feito para garantir a universalização do saneamento. Os mecanismos só permitem a compensação por investimentos já realizados e auditados, garantindo que a concessionária receba apenas pelo que de fato investiu.
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