Evento chegou à 12ª edição e permitiu ao público conhecer instalações, equipamentos, atividades militares e o museu histórico do quartel
Decisão permite a retirada dos equipamentos, mas mantém outras medidas cautelares durante investigação sobre contratos da Prefeitura
Foto: Divulgação / Polícia Federal
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A Justiça autorizou, em 19 de agosto de 2026, a retirada das tornozeleiras eletrônicas de Simone Rodrigues Frate de Souza, cunhada do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, e do marido dela, Josivaldo Batista de Souza. A decisão considerou que não há motivo concreto para manter o monitoramento.
Os dois estão são investigados da Operação Copia e Cola, que apura possíveis irregularidades em contratos da Prefeitura de Sorocaba. Eles usavam os equipamentos desde novembro de 2025, mês em que o Superior Tribunal de Justiça substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.
Além das tornozeleiras, Josivaldo e Simone entregaram seus passaportes. Eles também não podem manter contato com outros investigados, frequentar a Prefeitura de Sorocaba ou manter contato com servidores municipais.
Segundo a decisão, durante quase nove meses, os dois não tentaram escapar da fiscalização nem descumpriram as medidas. Além disso, a defesa explicou que o equipamento de Josivaldo apresentou um problema por necessidade de troca. O Ministério Público Federal aceitou a justificativa.
Foi reconhecida a gravidade das suspeitas, que envolvem, em tese, movimentação e ocultação de dinheiro e a atuação de uma estrutura organizada para cometer crimes. Mas a gravidade não é o suficiente para manter o monitoramento por tempo indeterminado.
Josivaldo e Simone não foram inocentados com a decisão. O processo e as investigações continuam, enquanto as demais medidas cautelares permanecem em vigor. Caso ocorra novo descumprimento ou surja algum fato relevante, a Justiça poderá reavaliar o caso e determinar novamente o monitoramento eletrônico.
Josivaldo estava preso desde 6 de novembro de 2025, quando a segunda fase da Operação Copia e Cola foi deflagrada para apurar supostas irregularidades na contratação de uma organização social sem fins lucrativos pela Prefeitura de Sorocaba. Na época, Simone era considerada foragida da Justiça.
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