O morador ameaçou trabalhadores durante o desligamento de um serviço de internet no Jardim do Lago
Vítima foi imobilizada após confusão em abrigo e não resistiu; cuidador acabou preso em Jundiaí.
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A vítima morreu no local e outras três pessoas sofreram ferimentos leves
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Um homem de 32 anos morreu após ser contido por um funcionário em um abrigo para pessoas em situação de rua, na noite de terça-feira (21), no bairro Bom Jardim, em Jundiaí.
Segundo o boletim de ocorrência, a Guarda Municipal foi acionada inicialmente para atender uma confusão no abrigo. A vítima, que era assistida pelo local, estava alterada e teria sido desligada do serviço por descumprir normas internas. Ele deixou o local, mas disse que voltaria.
Tempo depois, o homem retornou e, de acordo com funcionários, estava exaltado e ameaçava provocar uma explosão na área da cozinha, onde ficam botijões de gás. Um dos cuidadores interveio para contê-lo e aplicou um golpe conhecido como “mata-leão”, segurando a vítima pelo pescoço. Durante a ação, os dois caíram no chão, e o funcionário permaneceu por cima do homem por alguns minutos.
Quando a Guarda Municipal retornou ao local, a vítima já estava desacordada e com sinais vitais baixos. O Samu foi acionado, mas, diante da demora, os próprios funcionários levaram o homem até uma unidade de pronto atendimento, com apoio dos agentes. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi confirmada.
No local, a perícia encontrou uma faca de serra e um isqueiro próximos ao botijão de gás. Os objetos foram apreendidos. Não há câmeras de monitoramento funcionando na área, o que pode dificultar a análise detalhada do que aconteceu.
O funcionário envolvido, de 34 anos, foi preso em flagrante. Em depoimento, ele afirmou que agiu para conter a vítima e evitar um possível acidente, já que o homem segurava um isqueiro e ameaçava atear fogo.
A Polícia Civil investiga o caso como homicídio e aguarda os laudos periciais para esclarecer as causas da morte e as circunstâncias da contenção.
Em nota, a Prefeitura de Jundiaí informou que lamenta o ocorrido e se solidariza com os envolvidos. O município disse ainda que acompanha a apuração dos fatos, conduzida pelos órgãos competentes.
A Prefeitura destacou que o abrigo é administrado por uma organização da sociedade civil, parceira desde 2016, e que a entidade possui autonomia para gerenciar e treinar seus funcionários. Segundo o município, os esclarecimentos sobre o caso devem ser prestados pela própria organização responsável pelo serviço.
A administração municipal reforçou que preza pela segurança e respeito à vida e informou que continuará acompanhando o caso e adotará as medidas cabíveis.
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