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O caso aconteceu em 26 de fevereiro de 2021, em uma propriedade localizada na Estrada dos Pescadores, às margens da Represa de Itupararanga.
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Apresentando um comportamento agressivo, o homem resistiu ao atendimento hospitalar e agrediu profissional de saúde nessa terça-feira (20)
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Começou nesta quinta-feira (18), no Fórum de Mairinque, o júri popular dos quatro policiais militares acusados pela morte do empresário Reinaldo Aparecido da Silva, de 55 anos. O caso aconteceu em 2021 e ganhou repercussão pelas versões divergentes apresentadas pelos policiais e pela família da vítima. O julgamento ocorre após cinco adiamentos.
O julgamento teve início às 9h40 no Fórum de Mairinque. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, sete testemunhas devem ser ouvidas antes do interrogatório dos réus. O processo tramita sob segredo de Justiça.
O caso aconteceu em 26 de fevereiro de 2021, em uma propriedade localizada na Estrada dos Pescadores, às margens da Represa de Itupararanga.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelos policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), os agentes investigavam uma denúncia de tráfico de drogas quando encontraram o empresário dirigindo um carro blindado. Os policiais afirmam que a vítima estava armada e teria efetuado disparos contra a equipe. Os agentes reagiram e atingiram o empresário, que chegou a ser socorrido, mas morreu horas depois no pronto-socorro de Mairinque.
A versão é contestada pela família. Parentes afirmam que homens armados chegaram à propriedade e invadiram o local. Segundo os relatos, o empresário tentou se proteger dentro do veículo blindado, mas acabou baleado. Familiares também acusam os invasores de ameaçarem e agredirem pessoas que estavam na residência.
Para o Ministério Público de São Paulo, os policiais cometeram homicídio qualificado, utilizando meios que impediram qualquer possibilidade de defesa da vítima. A acusação sustenta ainda que o crime ocorreu dentro da propriedade da família.
Paralelamente ao processo que apura a morte do empresário, outros quatro policiais militares já foram condenados pela Justiça Militar por crimes relacionados à invasão da residência e à tortura da esposa da vítima. As condenações foram confirmadas em duas instâncias, mas ainda cabem recursos. A expectativa é de que o Conselho de Sentença decida se os quatro policiais acusados pelo homicídio serão condenados ou absolvidos ao final do julgamento.
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