Viva com Saúde: prevenção e diagnóstico precoce das hepatites

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Jornalismo TV Sorocaba

3 de julho de 2026

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Existem cinco tipos mais comuns de hepatites virais, identificadas pelas letras A, B, C, D e E. Embora todas afetem o fígado, cada uma possui formas diferentes de transmissão e tratamento.

Julho Amarelo mês de conscientização para o tratamento das hepatites virais

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As hepatites virais são doenças que provocam inflamação no fígado e, muitas vezes, não apresentam sintomas no início. Justamente por isso, milhares de pessoas convivem com a infecção sem saber.

Existem cinco tipos mais comuns de hepatites virais, identificadas pelas letras A, B, C, D e E. Embora todas afetem o fígado, cada uma possui formas diferentes de transmissão e tratamento.

Segundo a infectologista Marina Jabur, a hepatite A é transmitida principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados. Já a hepatite B pode ser passada por contato com sangue e outros fluidos corporais, relações sexuais desprotegidas e da mãe para o bebê durante o parto. A hepatite C também é transmitida pelo contato com sangue contaminado e pode permanecer por muitos anos sem apresentar sintomas. A hepatite D ocorre apenas em pessoas que já têm hepatite B, enquanto a hepatite E está relacionada, ao consumo de água contaminada em locais com saneamento inadequado.

Sintomas podem demorar anos para aparecer. De acordo com a infectologista, as hepatites virais costumam ser silenciosas. Os sintomas mais comuns incluem febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, claras e pele ou olhos amarelados.

O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, que identificam a presença do vírus ou dos anticorpos produzidos pelo organismo.

Já o tratamento varia conforme o tipo da doença. Nos casos de hepatite A e E, normalmente o próprio organismo elimina o vírus, é recomendado repouso, hidratação e alimentação adequada durante a recuperação. As hepatites B, C e D podem precisar de medicamentos antivirais para controlar a infecção e reduzir o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado. Em situações mais graves, pode ser necessário transplante de fígado.

A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra as hepatites A e B. Além disso, os infectologistas orientam manter hábitos de higiene, como lavar bem as mãos e os alimentos, consumir água tratada, evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e escovas de dente, e utilizar preservativo nas relações sexuais.

Identificar a doença logo no início aumenta as chances de sucesso do tratamento e reduz o risco de complicações que podem comprometer o funcionamento do fígado ao longo da vida.

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