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Trinta crianças apresentaram suspeita da doença desde 5 de setembro; Secretaria de Saúde reforça medidas de prevenção e monitoramento
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A Secretaria Municipal de Promoção da Saúde informou que, entre os dias 5 de setembro e 7 de outubro, 30 crianças foram notificadas com suspeita de eritema infeccioso (parvovirose B19) na Escola Municipal Maria Angélica Lorençon de Jundiaí. O órgão confirmou a ocorrência de um surto, que é caracterizado a partir do segundo caso diagnosticado.
Assim que o surto foi identificado, a Vigilância Epidemiológica, em conjunto com as equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da região, adotou todas as medidas necessárias. Entre as ações estão o atendimento aos casos suspeitos, a verificação da situação vacinal — que constatou que todas as crianças estavam imunizadas contra sarampo, caxumba e rubéola — e a orientação à equipe escolar e às famílias.
Reuniões foram realizadas para esclarecimentos, e a escola encaminhou aos pais e responsáveis um informe com detalhes sobre a transmissão, as manifestações clínicas, o diagnóstico, o tratamento e as medidas de prevenção, vigilância e controle da doença.
De acordo com a secretaria, não houve necessidade de interromper as aulas. As medidas de higienização recomendadas foram devidamente realizadas na unidade escolar.
O eritema infeccioso, também conhecido como parvovirose B19 ou “quinta doença” — sendo as quatro primeiras o sarampo, a rubéola, a catapora e a roséola —, é uma infecção viral causada pelo parvovírus B19. A doença afeta principalmente crianças, mas também pode ocorrer em adultos.
O período de incubação, ou seja, o tempo entre o contato com o vírus e o surgimento dos primeiros sintomas, varia de 4 a 14 dias, podendo chegar a 21 dias. Inicialmente, o quadro apresenta sintomas semelhantes aos de uma gripe, como febre baixa, dor de cabeça, mal-estar, coriza e dor de garganta.
Após alguns dias, surgem as erupções cutâneas características, conhecidas pelo aspecto de “bochechas esbofeteadas”, com vermelhidão nas bochechas. Também podem aparecer manchas vermelhas em forma de rendas nos braços, tronco e pernas.
O diagnóstico é clínico, feito a partir dos sinais e sintomas típicos. Em crianças saudáveis, não há necessidade de exames sorológicos. O tratamento é autolimitado, ou seja, os sintomas desaparecem espontaneamente, e não há necessidade de medicação específica.
As medidas de prevenção recomendadas incluem:
A Secretaria Municipal de Promoção da Saúde segue monitorando a ocorrência de novos casos de parvovirose B19 e informou que encaminhará um informe técnico sobre a doença para todas as escolas municipais, estaduais e privadas do município.
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