Investigação do SIG apontou que suspeito tinha distintivo, uniforme e simulacro de arma de fogo
Jovem de 20 anos foi baleada e socorrida, mas não resistiu; corpo será enterrado nesta segunda-feira (3)
Investigação do SIG apontou que suspeito tinha distintivo, uniforme e simulacro de arma de fogo
Ele voltou para casa durante o atendimento e acabou preso após se esconder em um quarto
Alteração chamou a atenção durante abordagem, e mulher afirmou que as filhas poderiam ter mexido na placa
Ministério Público recorreu da decisão de primeira instância e conseguiu aumentar a pena de 5 anos e 15 dias para 6 anos e 3 meses
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A Polícia Civil investiga a morte de uma jovem de 20 anos, natural de Sorocaba, que foi baleada durante um assalto na noite de sábado (1º), por volta das 20h, no bairro Sapopemba, zona leste de São Paulo.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Beatriz Sorrilha Munhos estava acompanhada do pai e do namorado quando dois criminosos, em uma motocicleta escura e sem placa, anunciaram o roubo. O grupo aguardava um suposto comprador de um drone quando foi abordado.
Durante a ação, o pai da jovem teve o celular levado pelos assaltantes. A vítima chegou a usar spray de pimenta contra os suspeitos, que reagiram com um disparo de arma de fogo. Ela foi socorrida ao Hospital Estadual de Sapopemba, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, os criminosos fugiram deixando para trás uma bolsa térmica semelhante à usada por entregadores. Policiais militares fizeram buscas pela região e encontraram uma motocicleta com as mesmas características da utilizada na ação. O veículo foi apreendido e encaminhado para perícia.
Na tarde de domingo (2), o pai da vítima publicou um vídeo na rede social da jovem e lamentou a perda da filha. Muito emocionado, ele contou que entregaram tudo que os assaltantes pediram, “mas, mesmo assim, eles deram tiro na cabeça dela”.
Ele lamentou a morte da filha e cobrou respostas do governo em relação à segurança pública.
“A gente não pode deixar isso impune, senhores, não pode. O governo tem que fazer alguma coisa. A polícia tá fazendo o trabalho dela, mas isso não pode acontecer novamente com as pessoas, com um pai, com uma mãe. Um namorado, um irmão não merecem passar por isso. Vocês têm que ajudar”, completou.
O caso foi registrado como roubo e roubo seguido de morte (latrocínio) no 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela).
O corpo da jovem está sendo velado na Ofebas, no Jardim Santa Rosália, até as 12h30. Em seguida, será realizado o cortejo até o cemitério da Consolação, onde ocorrerá o sepultamento.
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