Sorocaba investiga caso de mpox; região soma cinco confirmações em 2026

Saúde, Sorocaba | 0 Comentários

Rafaela Monteiro

6 de novembro de 2026

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Município tem três casos confirmados e um em investigação; Jundiaí e Várzea Paulista também registraram diagnósticos neste ano

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A Vigilância Epidemiológica de Sorocaba investiga um caso suspeito de mpox registrado em outubro de 2026. Neste ano, o município também contabiliza três casos importados confirmados, 16 descartados e nenhum óbito.

Os três diagnósticos confirmados ocorreram em fevereiro e envolvem dois homens e uma mulher. Já o caso que segue em investigação é referente ao mês de outubro.

Na região, Jundiaí confirmou o primeiro caso de mpox de 2026 no dia 9 de março. O paciente é um homem, com idade entre 30 e 39 anos, que apresentou os primeiros sintomas em 22 de fevereiro. Após exame laboratorial confirmar a infecção, a rede municipal de saúde iniciou o acompanhamento do paciente. Além disso, Jundiaí registrou três casos em 2025 e cinco em 2024. Várzea Paulista também confirmou um caso neste ano.

A mpox é uma doença viral que pode passar de uma pessoa para outra pelo contato próximo. Além disso, a transmissão pode ocorrer por meio de materiais contaminados ou animais silvestres infectados, especialmente roedores. Entre os principais sintomas estão lesões na pele, ínguas, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.

Para identificar a doença, os profissionais de saúde realizam exames laboratoriais e coletam amostras diretamente das lesões com um swab. Por isso, quem apresentar sintomas suspeitos deve procurar uma unidade de saúde. Conforme o protocolo, o paciente precisa manter o monitoramento e o isolamento por 21 dias ou até a cura das lesões. Em caso de resultado negativo, o isolamento também pode ser encerrado.

Vacinação contra a mpox

Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Com a medida, o governo pretende reforçar o estoque de imunizantes e ampliar a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo dados do governo federal, o Brasil registra 665 casos confirmados em 2026. Esse número representa uma redução de 94% em comparação com 2022, quando o país contabilizou mais de 10 mil ocorrências.

Atualmente, a estratégia de vacinação prioriza pessoas com HIV/aids e contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença. O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias.

Além desse público, pessoas com HIV/aids e CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus também podem receber doses remanescentes.

Por fim, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação após exposição ao vírus, preferencialmente nos primeiros quatro dias depois do contato. A aplicação também pode ocorrer em até 14 dias. Nesse período, a proteção para evitar a infecção é menor, mas a vacina ainda pode ajudar a reduzir o risco de evolução para casos graves.

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