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Estudo mostra queda da mancha de poluição, mas apenas 1 ponto teve água boa; Sorocaba e Médio Tietê estão entre áreas de alerta
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Às vésperas do Dia do Rio Tietê, celebrado em 22 de setembro, a Fundação SOS Mata Atlântica divulgou o relatório Observando o Tietê 2025. O estudo revela que, apesar da redução da mancha de poluição de 207 km em 2024 para 174 km neste ano, a qualidade do rio segue crítica. Apenas 1,8% dos pontos analisados tiveram água considerada boa, contra três registrados no ano passado. A maioria segue entre regular (61,8%), ruim (27,3%) ou péssima (9,1%). Nenhum trecho foi classificado como ótimo.
Na região de Sorocaba e Médio Tietê, o relatório reforça a necessidade de maior participação dos Comitês de Bacias Hidrográficas. A área está entre as que demandam governança ativa e cobrança de ações conjuntas do poder público, agricultores, empresas e concessionárias de saneamento.
O levantamento destaca ainda que, no trecho entre a nascente em Salesópolis e Barra Bonita, apenas 34 km tiveram qualidade boa, uma queda de 70% em relação a 2024. A condição regular avançou, mas ainda impõe restrições para usos múltiplos. Entre os fatores de vulnerabilidade estão a redução das chuvas, despejos irregulares, rompimentos de estruturas de esgoto e pressões urbanas e industriais.
Segundo Gustavo Veronesi, coordenador do projeto, a melhora pontual não garante recuperação sustentável. “A qualidade do Tietê permanece altamente vulnerável e sem sinais consistentes de avanço duradouro.”
A SOS Mata Atlântica reforça a importância de soluções baseadas na natureza, como recuperação de nascentes, recomposição de matas ciliares e descentralização do tratamento de esgoto. Para a diretora de políticas públicas da organização, Malu Ribeiro, “é fundamental integrar saneamento, uso do solo e governança hídrica para garantir rios limpos e resilientes”.
Como parte das ações, a entidade promove em 20 de setembro uma remada simbólica com regatas competitivas na Barragem da Penha, em São Paulo. O evento marca a mobilização da sociedade e a necessidade de engajamento contínuo para a recuperação do Tietê, que corta 265 municípios, incluindo Sorocaba.
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