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O wasabi é uma pasta verde picante, típica da culinária japonesa, feita a partir do caule de uma planta de difícil produção. A cultura exige água limpa e temperaturas baixas.
Devido ao alto custo e à dificuldade de cultivo, a maioria das pastas comerciais vendidas no Brasil corresponde a uma imitação.
Mas, em uma propriedade rural entre Pilar do Sul e São Miguel Arcanjo, um empresário realiza o que até então parecia impossível na América Latina: cultivar a planta.
Em prateleiras organizadas, ficam os resultados de anos de paciência e dedicação. Ou melhor: as raízes. No local, surgiu um feito até então inédito no Brasil e na América do Sul, com a produção de wasabi em condições controladas.
A planta, conhecida pelo uso no preparo de pratos da culinária japonesa, é rara e difícil de cultivar. Ela exige frio constante e água limpa, fatores que não ocorrem naturalmente em regiões de clima tropical.
Mesmo assim, o engenheiro agrônomo Vinicius, junto com o pai, seu Ernesto, decidiu enfrentar o desafio. Após 10 anos de pesquisa e desenvolvimento, eles conseguiram adaptar o cultivo.
Hoje, a produção acontece com o uso de tecnologia que recria o ambiente ideal em uma espécie de câmara fria. Nesse espaço, as plantas levam cerca de dois anos desde o plantio até a colheita. Durante esse período, parte da produção se perde, o que exige monitoramento constante e novos testes.
O wasabi verdadeiro também chama atenção pelo valor. Em alguns restaurantes, o quilo pode chegar a custar 10 mil reais. Por isso, muitos estabelecimentos optam por versões imitadas.
Outra característica marcante está na forma de preparo. Para garantir o sabor original, o wasabi precisa ser ralado na hora do consumo. Esse processo libera as substâncias responsáveis pelo sabor e pela ardência característicos.
Até o utensílio utilizado segue a tradição japonesa. O ralador possui pele de tubarão, material que permite um desgaste delicado do caule, atingindo nível celular.
Atualmente, a produção abastece dezenas de restaurantes em diferentes regiões do Brasil. Mesmo com os resultados já alcançados, o trabalho continua com foco na ampliação do cultivo e no aperfeiçoamento das técnicas.
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