Suspeito ameaçou uma funcionária com uma faca, fugiu do local e foi localizado pela Guarda Civil Municipal
Ação foi motivada por denúncia anônima e resultou na apreensão de 98 aves e identificação de 16 suspeitos envolvidos em crime ambiental
Suspeito ameaçou uma funcionária com uma faca, fugiu do local e foi localizado pela Guarda Civil Municipal
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A Polícia Militar de Porangaba desmantelou, na manhã deste domingo (05), uma rinha de galos que funcionava em uma propriedade rural do município. A operação foi realizada após uma denúncia anônima e resultou na apreensão de 98 aves vivas e uma morta, além da identificação de 16 pessoas suspeitas de envolvimento na prática criminosa.
Segundo informações do boletim policial, a denúncia apontava que as brigas de galo ocorriam em um barracão localizado na zona rural, no Bairro da Serrinha. Ao chegar ao local, a equipe policial percebeu uma movimentação intensa de pessoas. Quando notaram a aproximação da viatura, vários participantes tentaram fugir para uma área de mata e pastagem.
Durante as buscas, os policiais conseguiram abordar 16 suspeitos. Dentro do barracão, foram encontradas duas arenas usadas nas rinhas, aves feridas e outras mantidas em caixas de papelão e gaiolas. Uma ave morta foi localizada no banheiro do imóvel. Também foram apreendidas bolsas com medicamentos, materiais de curativo, um caderno de anotações e folhas com o regulamento da rinha, evidenciando o caráter organizado da atividade ilegal.
O proprietário da chácara informou à polícia que havia arrendado o local e que o locatário, por sua vez, o subarrendou a outro indivíduo.
A Vigilância Sanitária e a Secretaria do Meio Ambiente de Porangaba acompanharam a ocorrência, enquanto a Polícia Científica realizou a perícia no local. Sem espaço adequado para a custódia das aves, o dono da propriedade foi nomeado fiel depositário, ficando responsável pela guarda e integridade dos animais.
Todos os envolvidos foram encaminhados ao Plantão Policial de Botucatu, onde o caso foi registrado como maus-tratos a animais, conforme o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). Após prestarem depoimento, os suspeitos foram liberados e responderão pelos crimes durante o processo judicial.
A Polícia Militar reforçou que continuará atuando com rigor no combate a práticas ilegais e de crueldade contra animais em toda a região.
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