Fiscalização na Rodovia Castello Branco encontrou 989,358 quilos de drogas escondidos no compartimento de carga de um caminhão
Cidade do interior paulista foi alvo de buscas em operação nacional que investiga movimentação de R$ 70 milhões em oito meses por grupos ligados ao crime organizado.
Foto: Polícia Federal
Fiscalização na Rodovia Castello Branco encontrou 989,358 quilos de drogas escondidos no compartimento de carga de um caminhão
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A cidade de Itu foi um dos alvos da Operação Serras Gerais, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (29). A ação faz parte de um esforço nacional para desarticular o setor financeiro e logístico de uma facção criminosa envolvida em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, iniciadas em 2024, a organização movimentou cerca de R$ 70 milhões em apenas oito meses, utilizando empresas reais e de fachada, incluindo construtoras, para disfarçar a origem ilícita dos recursos. Parte desse esquema financeiro envolvia depósitos em um banco digital, já investigado anteriormente por sua ligação com o crime organizado em São Paulo.
Além de Itu, os mandados judiciais, incluindo prisões temporárias e buscas, foram cumpridos em mais 14 cidades de sete estados, com apoio de aproximadamente 200 policiais. Ao todo, foram executadas 15 prisões e 35 buscas, além do bloqueio de mais R$ 64 milhões em bens e valores de pessoas físicas e empresas.
Entre os itens apreendidos estão fazendas no Tocantins usadas como bases logísticas para o tráfico, além de caminhões, carretas, veículos de luxo, aeronaves e até embarcações.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico de drogas.
A operação, liderada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO), teve apoio da Polícia Federal e das polícias civis, militares e penais dos estados envolvidos. Em São Paulo, além de Itu, houve ações também na capital.
O nome da operação faz referência à região das Serras Gerais, no sudeste do Tocantins, considerada ponto estratégico da facção criminosa. O objetivo, segundo a PF, é desestruturar o suporte financeiro e territorial desses grupos e reforçar o combate ao crime organizado no país.
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