Ação cumpriu 15 mandados de busca e faz parte de uma investigação sobre tráfico de drogas iniciada há mais de um ano
Ação cumpriu 29 mandados, prendeu líderes do grupo e bloqueou R$ 18 milhões ligados ao crime organizado
Imagem: Divulgação / Polícia Federal
Ação cumpriu 15 mandados de busca e faz parte de uma investigação sobre tráfico de drogas iniciada há mais de um ano
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A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (17), uma operação com o objetivo de desarticular uma associação criminosa responsável por roubos de cargas e caminhões no estado de São Paulo. Sete cidades da região foram alvos dos roubos. Até o momento, oito pessoas foram presas.
De acordo com a corporação, a ação mobilizou 120 agentes (60 policiais federais e 60 militares rodoviários), para o cumprimento de 17 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão, que foram expedidos pela Vara de Garantias da Comarca de Sorocaba. Também foi decretado o sequestro de bens e valores ligados ao grupo, no total de R$ 18 milhões.
De acordo com as investigações, conduzidas pela PF em Campinas com apoio do GAECO de Sorocaba, a quadrilha agia de forma estruturada e violenta. O grupo interceptava caminhões em movimento ou em áreas de descanso, rendiam os motoristas sob ameaça de armas de fogo e os mantinham em cativeiro até o deslocamento dos veículos. Os assaltantes costumavam ligar para familiares das vítimas para extorquirem, além de exigirem transferências bancárias dos motoristas e levarem documentos, celulares e outros bens de valor.
Entre novembro de 2024 e junho de 2025, o grupo foi responsabilizado por 26 roubos e um furto em cidades paulistas como Araras, Boituva, Itapecerica da Serra, Itatiba, Itu, Itupeva, Jundiaí, Porto Feliz, Quadra, Salto, São Bernardo do Campo, São Lourenço da Serra, São Paulo e Sorocaba, além de Extrema (MG). Um galpão em Mogi Guaçu era usado para fazer o desmanche dos veículos.
Segundo a PF, a maioria dos investigados já tinha antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas. Eles responderão por associação criminosa armada, roubo e furto, crimes cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão. Oito suspeitos que estavam em liberdade foram presos e cinco, que já cumpriam pena no sistema prisional, receberam novas ordens de prisão. O principal chefe do grupo também foi detido.
Desde 2021, o grupo especializado da Polícia Federal responsável pela investigação já realizou mais de 300 prisões e deflagrou operações contra o crime organizado nas rodovias, como Rapina (2022), Insídia e Malta (2023), Cacaria Barrière (2024) e Hammare e Baiuca (2025).
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