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A perda auditiva é um dos sintomas que fazem parte do processo de envelhecimento natural das pessoas e não tem cura, mas pode ser tratada e controlada.
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A perda auditiva é um dos sintomas que fazem parte do processo de envelhecimento natural das pessoas e não tem cura, mas pode ser tratada e controlada. O tratamento em estágios iniciais garante resultados animadores. Estudos apontam que os idosos são os que mais sofrem com o ensurdecimento, já que é, a partir da quinta ou sexta década de vida, que as células auditivas começam a morrer e a audição começa a sofrer com as primeiras falhas, afetando a qualidade de vida na melhor idade.
Dra. Vanessa Gardini, fonoaudióloga da pró-ouvir aparelhos auditivos, de Sorocaba (sp), explica que a perda auditiva pode ser causada por componentes genéticos e agravada por doenças. “Diabetes, pressão alta, tabagismo e uso excessivo de álcool podem acelerar o processo de ensurdecimento natural na terceira idade, que é chamado de presbiacusia”, explica.
Dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia apontam que as pessoas demoram cerca de sete anos para procurar a ajuda de um especialista, após perceberem problemas na audição e mais dois anos para definirem o tratamento. Segundo a fonoaudióloga Dra. Vanessa, esse descuido pode levar à surdez definitiva. “É importante que, no primeiro momento, o idoso faça os exames de prevenção, como a audiometria, que mede o menor som que uma pessoa é capaz de ouvir em cada frequência sonora, por exemplo. Esses exames são importantes para identificar se há, de fato, a perda auditiva no paciente e em qual grau ela está, para que seja definido o tratamento mais adequado e com mais agilidade”, comenta a profissional.
Sintomas
Os cuidados com a audição na terceira idade precisam ser redobrados. Os sintomas começam em situações corriqueiras do dia a dia, dificuldade para entender o que as pessoas dizem, não conseguir ouvir ao telefone, televisão e se estendendo para situações mais graves, como não ouvir o som de um carro se aproximando. Para identificar os primeiros sintomas de surdez, é preciso prestar atenção no comportamento e nas atitudes do idoso. Confira, abaixo, algumas situações que vão te ajudar a identificar os primeiros sintomas do problema:
– dificuldades para entender as conversas
– dificuldades de memória
– dificuldades de equilíbrio
– fala alterada (muito alto)
– volume da tv sempre alto
– distração e falta de atenção
– dificuldades de socialização
– cansaço e tristeza
Na terceira idade, a surdez pode gerar angústia e depressão no idoso, pois a dificuldade de comunicação e percepção podem afetar diretamente o seu convívio com a família, principalmente se os netos e filhos não tiverem paciência para ajudá-lo.
Segundo a fonoaudióloga, há uma forma específica de se comunicar com quem está com problemas de audição. “As pessoas mais novas costumam chegar perto dos avós para falar próximo do ouvido e acabam gritando, em muitos casos, acreditando que essa será uma saída para a comunicação. Mas isso não ajuda. O ideal é falar de frente para a pessoa, de maneira clara e articulando bem as palavras com a boca e com boa entonação. Assim, o idoso utiliza o apoio visual e consegue fazer a leitura facial, ajudando na comunicação”, esclarece.
“Outro fator importante e muito discutido em congressos mundiais de geriatria é a importância da audição como fator protetivo contra Alzheimer e demências. Mesmo o esforço auditivo causado por uma perda pequena, impacta negativamente os processos mentais, gerando declínio cognitivo”.
Vanessa conta que curar a surdez ainda não é possível. Mas, certos cuidados são essenciais e podem contribuir para que a audição dos idosos seja mais saudável. “O controle do diabetes e da pressão arterial são essenciais. É importante ainda que o idoso não fique exposto a ruídos altos e faça atividades físicas, fugindo do sedentarismo”, complementa a fonoaudióloga da pró-ouvir.
Quando utilizar aparelhos auditivos?
Os idosos com perda auditiva moderada ou grave precisam utilizar aparelhos auditivos. Esses dispositivos são responsáveis por amplificar os sons, direcioná-los e filtrá-los, facilitando a compreensão e colaborando com a qualidade de vida. “Os aparelhos estão cada vez mais tecnológicos e discretos, controlando a surdez e melhorando a qualidade de vida dos pacientes, muitas vezes, oferecendo uma capacidade de escutar até melhor que a natural. Por isso, mesmos as pessoas mais ativas e atuantes, não devem ter restrições para usá-los”, destaca Dra. Vanessa.
Atualmente, os aparelhos auditivos modernos possuem conectividade com Smartphones e Smarttvs, além de sensores de inteligência artificial que aprendem e identificam o que a pessoa precisa ouvir. Com esses recursos, é possível atender ao telefone, ouvir música ou assistir a programas de TV, com o som sendo enviado diretamente aos ouvidos. O preço do aparelho auditivo é determinado pelas necessidades do paciente e pelas funcionalidades agregadas. Existem linhas de crédito especiais do banco do brasil para a aquisição desses aparelhos e também já é possível utilizar os recursos do FGTS.
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