Ação cumpriu 15 mandados de busca e faz parte de uma investigação sobre tráfico de drogas iniciada há mais de um ano
Jundiaí, Itu, Tatuí, Cerquilho e Itupeva tiveram mandados de busca e apreensão
Foto: Divulgação / Receita Federal
Ação cumpriu 15 mandados de busca e faz parte de uma investigação sobre tráfico de drogas iniciada há mais de um ano
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O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal e diversos órgãos estaduais deflagraram nesta quinta-feira (28) duas operações simultâneas contra organizações criminosas infiltradas no mercado de combustíveis. As ações, chamadas Carbono Oculto e Tank, envolvem mais de 1,4 mil agentes em oito estados e investigam fraudes que somam prejuízos bilionários aos cofres públicos, consumidores e ao próprio setor, incluindo em cidades do interior de São Paulo.
Na Operação Carbono Oculto, cinco cidades da nossa região tiveram alvos da operação: Cerquilho (1), Itu (2), Itupeva (1), Jundiaí (3) e Tatuí (1). O foco é um esquema de adulteração de combustíveis, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Mais de 350 pessoas físicas e jurídicas são alvos de mandados nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Estima-se que a sonegação ultrapasse R$ 7,6 bilhões.
As investigações apontam que organizações criminosas, incluindo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), atuavam em várias etapas da cadeia produtiva, desde a importação irregular de metanol até a adulteração de combustíveis vendidos em mais de 300 postos. Foram identificadas fraudes em bombas de abastecimento, venda de gasolina fora das especificações técnicas e ameaças a empresários que tentaram cobrar dívidas do grupo.
Os valores ilícitos eram ocultados em fintechs e empresas de fachada, além de fundos de investimento e usinas sucroalcooleiras adquiridas com recursos do esquema.
Já na Operação Tank, Jundiaí também teve alvo de busca e apreensão. A ação mira uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já descobertas no Paraná. O grupo movimentou mais de R$ 23 bilhões desde 2019, lavando ao menos R$ 600 milhões por meio de centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras e instituições de pagamento.
Segundo a Polícia Federal, o esquema utilizava depósitos fracionados em espécie, “laranjas” e fraudes contábeis para ocultar os ganhos. Também foram detectadas adulterações de combustíveis e a chamada “bomba baixa”, em que o volume abastecido é inferior ao registrado.
Nesta fase, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, além do bloqueio de bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 empresas, totalizando mais de R$ 1 bilhão.
De acordo com as autoridades, as duas operações têm o objetivo de desarticular financeiramente as organizações criminosas, recuperar valores desviados e reduzir a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e no sistema financeiro nacional.
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