Procedimento busca reproduzir a dinâmica do confronto que terminou com a morte do soldado durante uma ocorrência no Parque Campolim
Representações apontam abertura de vala para gravação de vídeo e possível violação de princípios da administração pública
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O Ministério Público informou nesta sexta-feira (24) que recebeu duas denúncias e analisa o caso que apura possível ato de improbidade administrativa e lesão ao patrimônio público envolvendo o prefeito de Sorocaba e o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).
Uma representação apresentada ao órgão relata que, no dia 13 de abril de 2026, uma intervenção urbana no Jardim Leocádia — com a abertura de uma vala — pode ter ocorrido sem necessidade técnica. Segundo o documento, a ação teria como objetivo viabilizar a gravação de um vídeo para redes sociais.
Um registro divulgado mostra um trabalhador afirmando que a equipe realizou o serviço a pedido do prefeito para a produção do conteúdo.
A representação também aponta contradição com a versão oficial da Prefeitura. A administração municipal informa que a obra atendeu a uma solicitação de manutenção na rede de esgoto feita por um morador.
O caso apresenta divergência entre as duas versões, já que a justificativa técnica não coincide com o relato registrado no local. A apuração busca esclarecer se houve motivação administrativa formal para a intervenção, além de verificar a cronologia da execução do serviço e a eventual existência de demanda real.
Se confirmada a irregularidade, o caso pode configurar violação de princípios da administração pública, como moralidade, impessoalidade e legalidade, além de possível uso indevido de recursos públicos, incluindo mão de obra, equipamentos e estrutura da autarquia.
A representação também levanta a hipótese de desvio de finalidade, caso a estrutura pública tenha sido utilizada para produzir conteúdo com promoção pessoal.
O pedido encaminhado ao Ministério Público inclui a abertura de investigação, com coleta de documentos, como ordens de serviço, registros operacionais e identificação das equipes envolvidas. Também solicita a análise dos conteúdos audiovisuais divulgados e a oitiva dos servidores que participaram da execução.
O órgão deve avaliar os elementos apresentados para decidir sobre a instauração de procedimento investigatório.
A Prefeitura de Sorocaba não respondeu os questionamentos da TVS+.
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