Família relata que profissional teria usado fitas adesivas para imobilizar criança de 4 anos durante atividade escolar.
Prefeitura instaurou sindicância para apurar o atendimento; família questiona demora na cesariana e no fornecimento de bolsas de sangue
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A morte de uma jovem de 20 anos durante o trabalho de parto, no Hospital Municipal Doutor Lauro Roberto Fogaça, em Votorantim, está sendo investigada após a família levantar suspeitas de negligência médica. O caso aconteceu por volta de 1h de terça-feira (27). A filha recém-nascida foi transferida para uma UTI Neonatal, em Sorocaba, onde permanece em coma.
Segundo um familiar, a jovem não tinha problemas de saúde e teve uma gestação tranquila. Com pouco mais de 40 semanas de gravidez, ela deu entrada no hospital no domingo (25). Ainda conforme o relato, o atendimento teria sido inicialmente negado porque a paciente morava em Araçoiaba da Serra.
Como não apresentava dilatação, a equipe médica iniciou a indução do parto. Durante o procedimento, surgiram complicações e a criança teria ficado retida no canal de parto. A família questiona a demora de quase duas horas para a realização da cesariana de emergência.
Após o procedimento, a jovem sofreu uma hemorragia e precisou de transfusões de sangue. De acordo com o familiar, duas bolsas eram necessárias, mas houve demora no fornecimento do material. A segunda bolsa teria chegado cerca de 40 minutos depois da primeira. Nesse intervalo, a paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.
A recém-nascida também teria sofrido falta de oxigênio durante o parto, com comprometimento cerebral. Ela permanece internada na UTI Neonatal do Hospital Regional de Sorocaba.
Em nota, a Prefeitura de Votorantim informou que a paciente morreu após um quadro de hemorragia e confirmou a abertura de uma sindicância pela Secretaria Municipal de Saúde para apurar as circunstâncias do atendimento.
O Hospital Municipal afirmou que a jovem recebeu monitoramento obstétrico contínuo e que a cesariana foi indicada após dificuldades no parto. Segundo a instituição, após o procedimento, ela apresentou uma complicação hemorrágica grave e recebeu atendimento na UTI, com medidas clínicas, cirúrgicas e transfusão de sangue, mas não resistiu.
O hospital também relatou dificuldades no fornecimento de sangue pelo serviço externo Colsan. A situação está sendo apurada em sindicância interna. A transferência da recém-nascida para Sorocaba, segundo a unidade, seguiu os protocolos de regulação.
Já a Secretaria de Estado da Saúde informou que todos os pedidos de transfusão foram atendidos, com o envio de seis bolsas de sangue. O órgão afirmou ainda que os estoques em Sorocaba e em todo o estado estão abastecidos, com cerca de 13 mil bolsas disponíveis.
A Prefeitura informou que a investigação será conduzida para esclarecer os fatos e as circunstâncias da assistência prestada à paciente.
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