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Moradoras de Sorocaba e Piedade relatam dificuldades para conseguir insumos e medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sem acesso aos produtos nas farmácias públicas, muitas famílias precisam buscar atendimento em outras cidades ou arcar com os custos do próprio bolso.
A moradora de Sorocaba, Vitória Thayna de Jesus Santos Matias, afirma que enfrenta há mais de três meses a falta do leite especial utilizado pela filha Agatha, de um ano e oito meses. A criança possui estenose esofágica, condição caracterizada pelo estreitamento do esôfago, canal responsável por levar os alimentos até o estômago.
Segundo a mãe, devido à doença, Agatha não consegue se alimentar normalmente e utiliza uma sonda pelo nariz. A criança já passou por cirurgia e segue em processo de dilatação.
Vitória conta que procurou a Farmácia de Alto Custo de Sorocaba para solicitar o fornecimento do leite, mas ainda não recebeu o produto dentro do prazo informado.
Ela afirma que foi orientada de que o prazo de entrega seria entre 60 e 90 dias. Enquanto aguarda o retorno, a família precisa comprar o leite por conta própria.
Além do caso de Vitória e Agatha, a aposentada Ana Martins, moradora de Piedade, também relata dificuldades para encontrar medicamentos na Farmácia Popular.
Segundo Ana, ela utiliza o programa há aproximadamente dois anos, mas desde janeiro não consegue retirar os remédios necessários para o tratamento da mãe. Diante da falta dos medicamentos no município, a aposentada afirma que precisa buscar os produtos em Votorantim.
Ana relata que os medicamentos para pressão arterial e colesterol são de uso contínuo e que os custos acabam pesando no orçamento familiar.
Ela destaca ainda que a dificuldade aumenta devido à distância e ao fato de morar na zona rural, o que torna mais complicado o deslocamento até outras cidades.
A equipe de jornalismo entrou em contato com a Secretaria Estadual da Saúde, que informou que o fornecimento do leite é de responsabilidade do município. Já os medicamentos da Farmácia Popular, segundo a pasta, devem ser fornecidos pelo Governo Federal. A reportagem também entrou em contato com a Prefeitura de Araçoiaba da Serra e com o Ministério da Saúde, mas até o momento não houve retorno.
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