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Mulheres relataram falta de registro em carteira, salários abaixo do piso e pagamento atrasado em trabalho terceirizado
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O Sindicato dos Bancários de Sorocaba denunciou a exploração de imigrantes venezuelanas contratadas para serviços de limpeza em agências bancárias da cidade. Os relatos foram investigados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que identificou pelo menos cinco mulheres na mesma situação: sem registro em carteira, sem informações claras sobre o salário, sem hora extra e sem benefícios. Tudo isso se caracteriza como situação análoga à escravidão.
Segundo o órgão, elas cobriam férias de auxiliares de limpeza das agências, mas não sabiam quem era a empresa contratante. Além disso, enfrentavam dificuldades para receber os valores combinados, cerca de R$ 200 por semana ou R$ 800 por mês.
Entre os casos está o de Maria Alejandra, que trabalhou por seis meses em agências de Sorocaba. A jornada começou com quatro horas diárias, mas foi ampliada para oito ou mais. Apesar da carga horária, ela nunca teve carteira assinada, não recebeu benefícios e ganhava menos do que o piso da categoria. Enquanto isso, funcionárias brasileiras recebiam corretamente.
A venezuelana Eudis também passou por situação semelhante. Após algumas semanas de trabalho, suspeitou de irregularidades e decidiu sair. Já Anaís relatou que o pagamento era feito por semana, quase sempre com atraso e sem vínculo empregatício.
De acordo com o MTE, a empresa terceirizada responsável prestava serviços de limpeza para agências de um banco em Sorocaba e será autuada por trabalho análogo à escravidão, discriminação e ausência de registro.
O chefe de fiscalização do MTE em Sorocaba, José Ubiratan Vieira, informou que o caso será encaminhado à Polícia Federal e ao Ministério Público do Trabalho. Ele destacou ainda que este não seria o único episódio envolvendo imigrantes venezuelanos na cidade.
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