Dois suspeitos de agredir um jovem de 19 anos a pauladas foram identificados pela Polícia Civil. O caso aconteceu na tarde de sexta-feira (23), em uma lanchonete no Jardim Santa Esmeralda, em Sorocaba. A vítima sofreu fraturas no nariz e nos dois braços.
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Um menino de 12 anos relata ter sido vítima de injúrias raciais e ofensas homofóbicas durante uma partida de futsal de um campeonato entre escolas particulares, realizada em 3 de outubro. A mãe do adolescente cobra providências e pede justiça.
Segundo o depoimento do jogador, os xingamentos começaram depois que ele marcou um gol e continuaram ao longo da partida. Entre as ofensas relatadas estão expressões racistas e homofóbicas, proferidas por adolescentes que acompanhavam o jogo na arquibancada, segundo o atleta.
Após a partida, o menino contou o que havia acontecido à família. De acordo com o depoimento, dois dos envolvidos entraram em contato por mensagens e pediram desculpas.
A mãe questiona a condução do caso pela organização do campeonato e a demora na conclusão da apuração. Segundo ela, no momento em que o filho relatou as ofensas, o organizador o afastou e afirmou que resolveria a situação conversando com os envolvidos.
Organização apura denúncia
Em nota, a organização da competição informou que recebeu a comunicação formal sobre o caso em 6 de outubro e instaurou, na mesma data, um procedimento preliminar de apuração, com acompanhamento jurídico.
Segundo a entidade, foram ouvidos o atleta, o responsável legal, testemunhas e a equipe de arbitragem. As instituições de ensino envolvidas também foram comunicadas. A apuração está na fase final e será encaminhada à Junta Disciplinar da competição, responsável por analisar os fatos e eventuais responsabilidades.
A organização afirmou ainda que promoveu, em 22 de outubro, uma palestra educativa sobre respeito, bullying e discriminação, destinada a atletas, comissões técnicas e representantes das escolas.
Desclassificação da equipe
A mãe também questiona a desclassificação da equipe Sub-12 da escola do filho, que, segundo ela, chegou à final da competição. A família suspeita que a decisão possa ter sido uma retaliação à denúncia.
A organização nega qualquer relação entre os dois casos e afirma que a desclassificação ocorreu exclusivamente pelo descumprimento das regras de elegibilidade de atletas.
De acordo com a nota, o regulamento permite até três jogadores com registro ativo em federação ou liga de futsal por equipe. A organização afirma ter identificado oito atletas nessa condição no time do Colégio Santa Maria, com base em súmulas oficiais da Liga Paulista de Futsal de 2026.
Ainda segundo a entidade, a escola foi notificada em 20 de outubro e apresentou um pedido de reconsideração, que foi indeferido em 23 de outubro. A organização informou que os mesmos critérios são aplicados a todas as equipes.
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