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O conteúdo reproduz com fidelidade a aparência, a voz e a forma de falar do profissional
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Vídeos produzidos com inteligência artificial usam a imagem e a voz de um médico de Sorocaba para divulgar orientações médicas falsas na internet. O caso levou o profissional a registrar um boletim de ocorrência e denunciar o conteúdo à plataforma onde os vídeos circulam. A Polícia Civil investiga quem criou e publicou o material.
O otorrinolaringologista e médico do sono Hélio Brasileiro conta que descobriu os vídeos ao receber alertas sobre as publicações. Ele também relata os prejuízos causados pela fraude e alerta para os riscos enfrentados por pessoas que seguem informações falsas.
Os vídeos reproduzem com fidelidade a aparência, a voz e a forma de falar do médico. Os criminosos utilizaram a tecnologia sem autorização para fazer parecer que ele recomenda tratamentos e orientações que nunca divulgou.
Após identificar os vídeos, o médico registrou um boletim de ocorrência e comunicou o caso à plataforma responsável pela publicação do conteúdo.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apura uma possível fraude com a tecnologia conhecida como deepfake. Os criminosos utilizam inteligência artificial para manipular imagens e vozes, criando vídeos que simulam falas e comportamentos de pessoas reais. Agora, os investigadores trabalham para identificar os responsáveis pelas publicações.
O caso ocorre em um momento em que cresce o uso da inteligência artificial para consultas sobre saúde. Uma pesquisa realizada por uma plataforma digital com 500 pessoas maiores de 18 anos revelou que sete em cada dez entrevistados utilizaram ferramentas de IA no último ano para pesquisar sintomas ou possíveis doenças.
Hélio Brasileiro reforça que essas plataformas podem ajudar na compreensão de informações, mas não substituem a avaliação médica. O especialista também alerta para os riscos de seguir orientações falsas e destaca que apenas um profissional pode realizar diagnósticos e indicar tratamentos.
Além de prejudicar a reputação da vítima, esse tipo de fraude pode colocar outras pessoas em risco. Por isso, especialistas orientam os usuários a não compartilhar conteúdos suspeitos e a denunciar as publicações diretamente nas plataformas.
A advogada especializada em Direito Digital Audry Rocha explica quais cuidados os usuários devem adotar ao encontrar conteúdos produzidos por inteligência artificial e esclarece quais direitos podem ser exercidos nesses casos.
Segundo a advogada, a exposição excessiva na internet aumenta os riscos para a privacidade e para a imagem das pessoas. Ela chama atenção, principalmente, para os cuidados com a divulgação de imagens de crianças e adolescentes nas redes sociais.
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