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Motorista de caminhonete roubada fugia da polícia, atropelou idosa, bateu contra muro e foi preso após tentar escapar a pé
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Uma idosa de 72 anos morreu atropelada na manhã desta sexta-feira (7), durante uma perseguição policial na Rua Daniel da Silva, no bairro Fazenda Grande, em Jundiaí. A aposentada foi atingida por uma caminhonete Toyota Hilux roubada horas antes em Rio Claro.
Policiais militares localizaram o veículo na Rodovia dos Bandeirantes e tentaram realizar a abordagem. O condutor, porém, ignorou a ordem de parada e iniciou uma fuga em alta velocidade até entrar em Jundiaí, passando por diversos bairros da cidade.
Durante todo o trajeto, o motorista utilizava o celular, aparentemente em uma transmissão ao vivo ou chamada de vídeo.
Ao passar pela Rua Daniel da Silva, o condutor perdeu o controle da caminhonete, subiu na calçada e atingiu a idosa, que caiu na via. Mesmo após o atropelamento, ele não parou e continuou a fuga até bater novamente, desta vez contra o muro de uma residência.
Após a segunda colisão, o motorista abandonou a caminhonete e tentou fugir a pé. Cercado pelos policiais, ele jogou o próprio celular no chão, danificando o aparelho, e resistiu à prisão. Durante a imobilização, sofreu um corte no rosto.
A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local do atropelamento.
Placas falsas e caminhonete roubada
Durante a fuga, a caminhonete perdeu a placa dianteira, que ficou no local junto com pedaços do para-choque. A polícia constatou que o veículo circulava com placas de outra Hilux.
As placas originais da caminhonete, roubada em Rio Claro, estavam escondidas dentro do próprio veículo.
O jovem detido, de 18 anos, que trabalhava como lavador de carros, afirmou à polícia que recebeu a caminhonete de um terceiro em Santa Bárbara d’Oeste. Segundo o relato, ele receberia R$ 1.000 para levar o veículo até a capital paulista, sem saber qual seria o destino final do carro.
Indiciamento e prisão
O delegado responsável pelo caso ratificou a prisão em flagrante e indiciou o suspeito por homicídio qualificado com dolo eventual, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e resistência.
Não houve concessão de fiança. A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, alegando risco à ordem pública e possibilidade de fuga.
O caso segue para análise da Justiça, que decidirá sobre a manutenção da prisão do indiciado. Ele deve ser encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista.
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