Idosa de 72 anos morre atropelada durante perseguição policial em Jundiaí

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Matheus Dias

7 de agosto de 2026

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Motorista de caminhonete roubada fugia da polícia, atropelou idosa, bateu contra muro e foi preso após tentar escapar a pé

Idosa de 72 anos morre atropelada durante perseguição policial em Jundiaí

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Uma idosa de 72 anos morreu atropelada na manhã desta sexta-feira (7), durante uma perseguição policial na Rua Daniel da Silva, no bairro Fazenda Grande, em Jundiaí. A aposentada foi atingida por uma caminhonete Toyota Hilux roubada horas antes em Rio Claro.

Policiais militares localizaram o veículo na Rodovia dos Bandeirantes e tentaram realizar a abordagem. O condutor, porém, ignorou a ordem de parada e iniciou uma fuga em alta velocidade até entrar em Jundiaí, passando por diversos bairros da cidade.

Durante todo o trajeto, o motorista utilizava o celular, aparentemente em uma transmissão ao vivo ou chamada de vídeo.

Ao passar pela Rua Daniel da Silva, o condutor perdeu o controle da caminhonete, subiu na calçada e atingiu a idosa, que caiu na via. Mesmo após o atropelamento, ele não parou e continuou a fuga até bater novamente, desta vez contra o muro de uma residência.

Após a segunda colisão, o motorista abandonou a caminhonete e tentou fugir a pé. Cercado pelos policiais, ele jogou o próprio celular no chão, danificando o aparelho, e resistiu à prisão. Durante a imobilização, sofreu um corte no rosto.

A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local do atropelamento.

Placas falsas e caminhonete roubada

Durante a fuga, a caminhonete perdeu a placa dianteira, que ficou no local junto com pedaços do para-choque. A polícia constatou que o veículo circulava com placas de outra Hilux.

As placas originais da caminhonete, roubada em Rio Claro, estavam escondidas dentro do próprio veículo.

O jovem detido, de 18 anos, que trabalhava como lavador de carros, afirmou à polícia que recebeu a caminhonete de um terceiro em Santa Bárbara d’Oeste. Segundo o relato, ele receberia R$ 1.000 para levar o veículo até a capital paulista, sem saber qual seria o destino final do carro.

Indiciamento e prisão

O delegado responsável pelo caso ratificou a prisão em flagrante e indiciou o suspeito por homicídio qualificado com dolo eventual, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e resistência.

Não houve concessão de fiança. A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, alegando risco à ordem pública e possibilidade de fuga.

O caso segue para análise da Justiça, que decidirá sobre a manutenção da prisão do indiciado. Ele deve ser encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista.

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