Ação da Polícia Militar apreendeu drogas, dinheiro e materiais que seriam usados na preparação e controle da venda de entorpecentes
A Hidradenite Supurativa pode ter múltiplas causas, incluindo a predisposição genética, e afeta em média 0,4% da população brasileira.
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A técnica de laboratório Maria Vitória da Silva Barrada convive com a Hidradenite Supurativa, uma condição dermatológica pouco conhecida, que causa inflamações na pele e formações de nódulos dolorosos, principalmente em áreas de dobras do corpo. Após quase uma década de sintomas e sem um diagnóstico preciso, Maria finalmente recebeu o nome da condição e, desde então, dedica-se ao tratamento e ao registro minucioso dos cuidados em um diário especial, o “Hidradiário”, onde documenta sua alimentação, medicamentos e rotinas de cuidado.
Convivendo com a doença desde a adolescência, foi difícil para ela falar sobre o que estava acontecendo, especialmente porque as lesões surgiram em áreas íntimas. Esse silêncio impactou seu bem-estar psicológico, até que, determinada a não enfrentar tudo sozinha, ela decidiu usar as redes sociais para compartilhar sua experiência e ajudar outras pessoas.
A Hidradenite Supurativa pode ter múltiplas causas, incluindo a predisposição genética, e afeta em média 0,4% da população brasileira, sendo mais comum entre mulheres. Segundo a médica, os sintomas variam de pessoa para pessoa e, além das dores intensas, o tratamento envolve medicamentos específicos que são adaptados às necessidades de cada paciente.
Maria Vitória, que precisa tomar diversos remédios diariamente, começou a compartilhar sua experiência nas redes e a conscientizar sobre a doença, atraindo a atenção de quem também convive com a Hidradenite. O apoio ultrapassou o ambiente virtual e resultou na criação de uma rede de suporte chamada “Hidramigos”, onde pacientes se encontram para trocar experiências e se fortalecerem mutuamente. A psicóloga Stephanie Gonçalves Magon, que também acompanha Maria, aponta que os encontros e o trabalho de Maria nas redes têm sido essenciais para reconstruir a autoestima de quem convive com a doença. Hoje, o apoio e a autoaceitação transformaram a relação de Maria com a própria condição, que ganhou um novo significado em sua vida. Ela não apenas controla a doença, mas também serve de inspiração para outros pacientes que enfrentam os mesmos desafios.
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