Além de aproveitar pratos típicos, o público contribui com 28 entidades assistenciais que participam do evento
Reabertura começa em 12 de outubro com o Sítio Histórico e a Trilha das Cigarras; plano prevê restauração ecológica e novas atividades
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Após um período delicado marcado por incêndios que atingiram parte de seu território, a Floresta Nacional de Ipanema (FLONA) se prepara para retomar, de forma parcial, a visitação pública. A partir do dia 12 de outubro, estarão abertos ao público o Sítio Histórico, que preserva importantes vestígios da história da região, e a Trilha das Cigarras, um dos principais atrativos naturais da unidade.
A área afetada pelo fogo alcançou 973,6 hectares, atingindo principalmente o Morro Ipanema e as principais trilhas de visitação. No total, em 2025, a FLONA registrou sete ocorrências de incêndio, que queimaram 1,34 mil hectares, o equivalente a mais de mil campos de futebol. Parte dos focos teve origem em ações humanas, inclusive ligadas à realização de atividades de pesquisa, enquanto outros foram provocados por condições climáticas extremas, como altas temperaturas, baixa umidade, ventos fortes e seca prolongada, que criaram um ambiente propício para a propagação do fogo.
Durante o combate, houve mobilização conjunta do poder público municipal, estadual e federal, além de voluntários e membros da sociedade civil, que atuaram lado a lado para conter as chamas e reduzir os danos ambientais.
Com o fim da emergência, a equipe do ICMBio iniciou o Plano “Reabilita FLONA!”, que reúne um conjunto de ações voltadas à reabilitação ecológica, recreativa e operacional das áreas atingidas. O plano prevê medidas de restauração da vegetação nativa, com o apoio de empresas, ONGs, instituições de pesquisa e órgãos públicos. Também está em andamento o monitoramento da fauna, com a manutenção de comedouros e bebedouros e o acompanhamento das espécies afetadas pelos incêndios.
O uso público está sendo reorganizado com um levantamento completo das trilhas e atrativos, reinstalação da sinalização e reabertura gradual da visitação. A administração trabalha ainda na recuperação de equipamentos danificados, na manutenção de veículos e máquinas e na revisão do Plano de Manejo Integrado do Fogo, que terá seu prazo prorrogado por 120 dias para aperfeiçoar as estratégias de prevenção. Também estão previstas ações de capacitação de brigadistas e avaliações pós-incidente para aprimorar a resposta a emergências futuras.
A reabertura parcial da unidade está marcada para 12 de outubro, com uma celebração em homenagem aos esforços coletivos no combate ao incêndio e à força da natureza, que resiste e se recupera. Nesta data, serão liberados o Centro de Visitantes, o Sítio Histórico, a Trilha das Cigarras e a travessia entre as portarias, permitindo atividades de visitação, ciclismo e corrida.
O cronograma preliminar prevê, para 31 de outubro, a reabertura dos setores de escalada, da Trilha Afonso Sardinha e da atividade guiada do Nascer do Sol, enquanto a Trilha da Pedra Santa ainda não tem previsão de retomada.
Entre os novos atrativos estudados pela gestão da FLONA estão as trilhas da Serrana, dos Fornos de Cal e da Represa Hedberg, além da criação de novos mirantes, atividades náuticas e espaços para meditação e contemplação da natureza.
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