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Equipamento criado por quatro alunos tem 10 centímetros cúbicos, passou por testes e recebeu premiação em competição internacional
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Estudantes do SESI de Itapetininga desenvolveram um nanosatélite funcional para monitorar a qualidade do ar em São Paulo, durante um projeto realizado na escola, em Itapetininga. O equipamento tem apenas 10 centímetros cúbicos e pode realizar uma missão de monitoramento ambiental por meio de sensoriamento remoto.
O grupo retomou um projeto iniciado em 2021 e participou de todas as etapas de desenvolvimento do satélite. Os alunos trabalharam desde a modelagem e a programação até a construção e os testes. A iniciativa surgiu a partir da preocupação com a poluição atmosférica e seus impactos na qualidade de vida da população.
Quatro estudantes do 3º ano do ensino médio do SESI e alunos do curso de Desenvolvimento de Sistemas do SENAI desenvolveram o projeto. São eles Luigi, Luísa, Lívia e Maria Dulce, com orientação do professor Rodrigo Raffa.
Além disso, os estudantes utilizaram um kit educacional para desenvolver o equipamento. Primeiro, eles idealizaram e projetaram o satélite. Depois, construíram o modelo e iniciaram os processos de validação.
Em seguida, o Cubesat passou por testes de suporte e de estresse mecânico e magnético. Os procedimentos avaliaram a resistência e o funcionamento do equipamento. Como resultado, o satélite foi aprovado e está em condições de ser lançado.
O projeto também participou da 3ª Olimpíada Brasileira de Satélites. Depois de avançar pelas etapas da competição, o grupo participou da Latin American Space Challenge, nos dias 2 e 3 de setembro, em Iacanga, no interior de São Paulo. Durante o evento, os estudantes receberam uma premiação pelo projeto.
Para o professor e orientador Rodrigo Raffa, o resultado representa mais do que o desenvolvimento de uma tecnologia. “O projeto foi um sucesso do início ao fim. Não apenas pela consolidação de uma nova tecnologia para a escola e para a cidade, mas principalmente pelo conhecimento construído pelos estudantes durante todo o processo”, destaca.
Agora, os estudantes enfrentam um novo desafio: criar a comunicação entre o satélite e uma estação em solo. Para isso, eles trabalham no desenvolvimento de um sistema capaz de acompanhar e receber os dados enviados pelo equipamento por meio de ondas de rádio.
Assim, o projeto avança para uma nova etapa. Além de desenvolver tecnologia, os alunos têm contato com pesquisa, inovação e resolução de problemas reais. O objetivo é preparar o nanosatélite para uma futura missão e permitir que a equipe receba as informações enviadas pelo equipamento.
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