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Sandro vive no Zoológico Municipal de Sorocaba desde 1982, quando foi resgatado de um circo e levado para a cidade
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O elefante Sandro em Sorocaba faz parte da história do Zoológico Municipal da cidade. Aos 57 anos, ele vive no local desde 1982, quando foi resgatado de um circo e levado para Sorocaba. Desde então, entre as pessoas que acompanharam essa trajetória estão o veterinário Lázaro Ronaldo Ribeiro Puglia, conhecido como Roni, e Maria Cornélia Mergulhão, a Neli.
Além disso, os dois tiveram contato com Sandro desde os primeiros anos do animal no zoológico.
Roni foi o primeiro veterinário responsável pelos cuidados de Sandro. Na época, ele participou das negociações que levaram o elefante para Sorocaba e acompanhou a adaptação do animal ao novo ambiente por pouco mais de 15 anos.
Quando chegou à cidade, Sandro tinha entre 12 e 15 anos e era conhecido pelo comportamento agitado.
Durante esse período, Roni também acompanhou o trabalho dos tratadores, incluindo os cuidados e treinamentos realizados para facilitar a convivência com o animal.
Atualmente aposentado, o veterinário relembra a relação construída ao longo dos anos. Além disso, defende que Sandro sempre teve boa saúde enquanto esteve no zoológico.
Neli também estava no zoológico quando Sandro chegou. Naquele período, ainda era estagiária e passou a acompanhar a rotina do elefante.
Com o passar dos anos, ela participou dos cuidados e observou de perto a adaptação de Sandro ao recinto e a relação criada com os tratadores.
Segundo Neli, o elefante se acostumou com a rotina do zoológico, incluindo a alimentação, o espaço e as pessoas responsáveis pelos cuidados.
Da mesma forma que Roni, ela é contrária à transferência de Sandro para um santuário. Além disso, demonstra preocupação com os efeitos que a mudança e a viagem podem provocar no animal.
Depois de mais de quatro décadas em Sorocaba, Sandro está perto de deixar o zoológico.
Nesse contexto, a Justiça determinou a transferência do elefante para o Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso.
Para quem acompanhou a trajetória do elefante Sandro em Sorocaba desde o começo, a possível mudança representa mais do que a saída de um animal do zoológico. Isso porque também representa a despedida de uma convivência construída ao longo de décadas.
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