Estrutura será usada na transferência do elefante para um santuário no Mato Grosso; processo começa com a adaptação do animal à caixa
Comandado por MC, baile reuniu multidão e exibiu poder de fogo de facções criminosas durante a madrugada; polícia investiga as imagens.
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SANTOS – O que deveria ser a celebração do Carnaval transformou-se em uma demonstração de força do crime organizado no alto do Morro São Bento, em Santos. Vídeos que viralizaram nas redes sociais nesta semana mostram uma cena de guerra no cruzamento das ruas Santa Valéria e São Miguel, onde o ritmo das marchinhas foi substituído pelo som ensurdecedor de rajadas de armas automáticas.
O evento, batizado de “Baile da Colômbia”, estendeu-se pela madrugada e manhã, expondo a audácia de criminosos e uma perigosa conexão de criminosos que operam na Baixada Santista.
“Se não tiver rajada, não é o baile”
Nas imagens obtidas pelas redes sociais, é possível ver um MC no comando do sistema de som, incentivando abertamente o uso de armamento pesado. Com o microfone em punho, ele dita o ritmo da violência:
“Se não tiver uma rajada, não é o baile da Colômbia!”, grita o MC, enquanto homens armados disparam dezenas de vezes para o alto, em meio aos frequentadores.
A tranquilidade dos atiradores impressiona. Mesmo com o risco iminente de balas perdidas atingirem civis ou residências próximas, não houve qualquer tentativa de ocultar os rostos ou as armas.
Estratégia da intimidação
A ostentação de fuzis e pistolas em via pública funciona como uma ferramenta de marketing criminal, visando intimidar grupos rivais e desafiar a presença do Estado na comunidade.
Impacto na Comunidade
Não houve registros de feridos por balas perdidas nos hospitais da região vinculados ao evento, mas o clima entre os moradores é de absoluto silêncio e medo. A Polícia Militar informou que monitora a região e que as imagens estão sendo analisadas pelo setor de inteligência para identificar o MC e os indivíduos que aparecem armados nos vídeos.
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