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Presidente do Legislativo cita impedimento jurídico e existência de investigações no Ministério Público
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A Câmara de Sorocaba barrou a abertura de uma CPI para investigar denúncias sobre o Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). A decisão foi explicada pelo presidente da Casa, vereador Luis Santos (Republicanos), durante a sessão ordinária desta terça-feira (28).
Segundo o presidente, a decisão se baseia na análise do setor jurídico da Câmara. De acordo com o parecer, a instalação da CPI iria ferir o princípio federativo, já que o Legislativo municipal não pode interferir em órgãos do Estado ou da União. Além disso, ele destacou que já existem duas representações no Ministério Público para apurar as denúncias sobre o CHS. Por isso, considerou a abertura da comissão redundante e desnecessária. Ainda assim, informou que todos os documentos solicitados foram encaminhados ao Ministério Público.
As denúncias sobre problemas no atendimento do CHS motivaram o pedido de CPI, apresentado pelo vereador Ítalo Moreira (Missão). Diante disso, gestores do hospital participaram da sessão para prestar esclarecimentos aos parlamentares.
Durante a apresentação, o médico Paulo Quintaes, superintendente do Seconci-SP e diretor interino do CHS, apresentou dados de atendimento e respondeu aos questionamentos dos vereadores. Ele afirmou que, desde o início da gestão da entidade, houve uma “significativa ampliação” da capacidade de atendimento do complexo.
Atualmente, o Conjunto Hospitalar de Sorocaba atua como hospital geral de referência para uma região de 48 municípios, com cerca de 3 milhões de habitantes. Além disso, a unidade é responsável por 100% dos atendimentos de trauma da região, recebendo pacientes encaminhados pelo Samu, Corpo de Bombeiros, rodovias e pela regulação estadual e municipal. Segundo ele, a média é de 100 pacientes por dia no pronto-socorro, além de ser referência em oncologia e contar com a maior maternidade de alto risco da região.
Apesar disso, o superintendente reconheceu problemas estruturais no hospital. Segundo ele, o prédio tem mais de 50 anos e enfrenta dificuldades como elevadores antigos sem possibilidade de manutenção, infiltrações nos telhados durante chuvas e um sistema de climatização insuficiente, que atende apenas áreas críticas.
Para enfrentar esses problemas, o secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, esteve em Sorocaba e anunciou investimentos de R$ 50 milhões neste ano. Os recursos devem ser destinados à troca de elevadores, solução de infiltrações e reforma do sistema de climatização. Além disso, o hospital já recebeu cerca de R$ 32 milhões em emendas parlamentares ao longo dos anos e tem previsão de mais R$ 10 milhões.
O gestor também detalhou obras previstas para 2026. Entre elas, a reforma completa do pronto-socorro, com ampliação dos leitos de observação de 35 para cerca de 65, o que deve reduzir o uso de macas em corredores. Além disso, está prevista a construção de uma unidade de diagnóstico por imagem dentro do pronto-socorro, com tomografia, ultrassom, raio-x e exames laboratoriais, com início de operação esperado para o final de julho.
Ainda segundo ele, o hospital deve receber a primeira ressonância magnética da história da unidade, com equipamento previsto para chegar em julho. Também está prevista a aquisição e instalação de um PET-CT, exame de alta tecnologia, para atender os 48 municípios da região.
O secretário também acompanhou as obras do pronto-socorro, que terá a capacidade de atendimento ampliada com 30 novos leitos. Por fim, a agenda incluiu reuniões com a OSS Seconci para alinhar outras melhorias, como a substituição dos elevadores, correção de infiltrações e ampliação da climatização, com entregas previstas ao longo de 2026.
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