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Mesmo com aumento de 18% nos transplantes pelo SUS, especialistas reforçam importância do diálogo sobre doação em família
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O Brasil bateu, no ano passado, um recorde histórico no número de transplantes realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS): mais de 30 mil procedimentos. O crescimento foi de 18% em relação a 2022, segundo o Ministério da Saúde. Apesar do avanço, o desafio ainda é grande — mais de 78 mil pessoas aguardam na lista de espera por um órgão no país.
O dia 27 de setembro foi instituído como o Dia Nacional do Doador de Órgãos, data que busca incentivar o gesto que pode transformar vidas. A decisão de doar, no entanto, depende exclusivamente da família, mesmo que a pessoa tenha manifestado o desejo em vida. Em 2024, 45% das solicitações de doação foram negadas por familiares, o que reforça a importância de conversar sobre o tema.
A comerciante Luciana Cardoso Bortoletto, de Sorocaba, sabe bem o valor desse “sim”. Ela descobriu em 2006, durante a gravidez da filha caçula, que tinha doença policística — uma condição genética grave que afeta os rins e outras partes do corpo. A enfermidade já havia atingido outros familiares. “É uma doença paterna. Somos em cinco transplantados”, conta Luciana. “Gera muita ansiedade, a gente quer viver, quer uma chance.”
O “sim” para Luciana veio depois de um ano de espera e 16 anos após o diagnóstico. Ela foi transplantada em 2022. O cirurgião Renato Hidalgo explica que o termo “lista de espera” é o mais adequado, já que há critérios médicos que definem a prioridade de cada paciente.
Luciana recebeu o rim de uma jovem de 24 anos e diz sentir gratidão todos os dias pela oportunidade de continuar vivendo. Em sua camiseta, a frase “Um transplante fez a linha da minha vida aumentar” simboliza o sentimento que ela carrega desde então: a gratidão pela vida que segue graças a um ato de amor.
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