Uma pessoa que estava na carreta ficou ilesa
Vicente está internado desde março após complicações neurológicas. Família cobra o cumprimento de liminares que determinam a permanência na UTI e a transferência para um hospital especializado.
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O bebê Vicente, de 1 ano, está internado desde março após passar por 13 cirurgias, sendo 12 no cérebro, em decorrência de uma má-formação cerebral. A família afirma que o menino precisa de atendimento em um hospital especializado em neurocirurgia pediátrica, em São Paulo, e pede o cumprimento de decisões judiciais que determinaram a transferência.
Segundo a mãe, Gabrielle Picoli de Freitas, Vicente apresentou uma piora no quadro de saúde aos nove meses de idade. Ela relata que o diagnóstico neurológico demorou a ser realizado e que, desde então, o filho enfrentou diversas complicações, incluindo meningite fúngica, 13 intubações e uma parada cardiorrespiratória.
A família também alega que o bebê foi retirado da UTI e levado para um quarto, apesar de uma liminar que determinava a permanência na unidade de terapia intensiva. Além disso, afirma que outra decisão judicial determinou a transferência da criança para um hospital com estrutura especializada em casos neurológicos complexos, mas que a medida ainda não foi cumprida.
De acordo com Gabrielle, o objetivo da família é garantir que Vicente tenha acesso ao tratamento considerado mais adequado para o quadro clínico. Ela afirma que a equipe que acompanha diariamente o menino entende que a transferência pode ser realizada com segurança, desde que ocorra em uma ambulância de UTI e com todos os recursos necessários durante o transporte.
Acompanhe a nota do hospital na íntegra:
“O Hospital informa que o paciente permanece internado em leito de UTI Pediátrica, sob acompanhamento contínuo de equipe multiprofissional e de especialistas em Neurocirurgia, recebendo toda a assistência necessária ao seu quadro clínico.
A transferência para outra unidade hospitalar não foi realizada até o momento por contraindicação médica, em razão da gravidade do quadro e do risco clínico associado ao transporte. Em relação ao processo judicial, esclarece que todas as manifestações vêm sendo apresentadas nos autos e que, na última decisão proferida, houve a suspensão da transferência até a confirmação técnica da segurança do procedimento.
A unidade reforça que permanece prestando toda a assistência e o acolhimento necessários ao paciente e à família, inclusive com a oferta de segunda opinião médica especializada, e seguirá adotando todas as medidas indicadas pela equipe assistencial, sempre priorizando a segurança e o melhor interesse do paciente.”
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