Arcebispo de Sorocaba recebe pálio das mãos do Papa Leão XIV em cerimônia no Vaticano

Religião, Sorocaba | 0 Comentários

Kathleen Moneta

29 de junho de 2026

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Dom José Roberto recebeu a insígnia durante a celebração da Solenidade de São Pedro e São Paulo, símbolo da comunhão com a Santa Sé e de sua missão pastoral.

Imagem: Vatican Media

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O arcebispo de Sorocaba, Dom José Roberto Fortes Palau, recebeu nesta segunda-feira (29) o pálio arquiepiscopal das mãos do Papa Leão XIV, durante a Solenidade de São Pedro e São Paulo, celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

A cerimônia teve início às 9h30 no horário local (4h30 no horário de Brasília) e reuniu 35 novos arcebispos metropolitanos nomeados nos últimos 12 meses. Párocos de paróquias da Arquidiocese de Sorocaba acompanharam o arcebispo na celebração. Além de Dom José Roberto Fortes Palau, outros três arcebispos brasileiros receberam a insígnia: Dom Júlio Endi Akamine, arcebispo de Belém (PA); Dom Marco Aurélio Gubiotti, de Juiz de Fora (MG); e Dom Mário Antônio da Silva, de Aparecida (SP).

O pálio arquiepiscopal é uma insígnia litúrgica concedida pelo papa aos arcebispos metropolitanos como sinal da comunhão com a Santa Sé e da autoridade que exercem sobre a província eclesiástica sob sua responsabilidade. Confeccionado em lã branca, o adorno é colocado sobre os ombros do arcebispo e possui seis cruzes pretas bordadas. A peça também simboliza a missão pastoral do arcebispo e faz referência a Cristo, o Bom Pastor, que carrega a ovelha nos ombros, representando o cuidado e a condução do povo de Deus.

Dom José Roberto Fortes Palau tomou posse como arcebispo metropolitano de Sorocaba em 28 de fevereiro deste ano, sucedendo Dom Júlio Endi Akamine, transferido para a Arquidiocese de Belém. O recebimento do pálio marca oficialmente sua comunhão com a Santa Sé e sua missão à frente da Arquidiocese de Sorocaba.

A tradição também carrega forte simbolismo. A lã utilizada na confecção dos pálios é proveniente de cordeiros criados na Abadia de Tre Fontane, em Roma, e abençoados anualmente na memória de Santa Inês, celebrada em 21 de janeiro. As peças são confeccionadas manualmente por religiosas beneditinas do Convento de Santa Cecília, em Trastevere.

Conforme o Direito Canônico, mesmo os arcebispos que já exerceram essa função em outra província eclesiástica recebem um novo pálio ao assumirem uma nova arquidiocese, identificando a missão pastoral específica que passam a desempenhar.

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