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Crescimento está relacionado à mudança no perfil de produção dessas drogas
Foto: divulgação governo do estado de SP
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O Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC) intensificou as ações de enfrentamento aos centros de distribuição de drogas. Como resultado desse trabalho, o volume de apreensões de drogas sintéticas aumentou significativamente.
Levantamento da Secretaria da Segurança Pública aponta que em 2025 o Denarc apreendeu aproximadamente 187 quilos de substâncias sintéticas conhecidas como drogas K, produzidas em laboratórios e com efeito mais perigoso e viciante. Em 2024, o volume apreendido foi de 22 quilos, o que evidencia um crescimento expressivo nas apreensões.
O aumento está diretamente relacionado à mudança no perfil de produção dessas drogas, que passaram a ser fabricadas em território nacional. Esse cenário exigiu uma atuação mais direcionada aos locais de armazenamento e distribuição dos entorpecentes.
As diligências em centros de distribuição seguem como prioridade, diante da complexidade do tráfico e da necessidade de enfraquecer as estruturas financeiras e logísticas das organizações criminosas.
O ano de 2025 terminou com mais de 206 toneladas de drogas apreendidas em todo o estado de São Paulo. Com base nos valores da maconha, da cocaína e do crack, comercializados no mercado nacional, estima-se que o crime organizado tenha sofrido um prejuízo de quase R$ 1 bilhão.
Do total de entorpecentes retirados de circulação, a maconha foi a droga mais apreendida, com 151,4 toneladas. Em seguida aparecem a cocaína, com 31,8 toneladas, e o crack e outras drogas, com 22,6 toneladas.
Cerca de 70% de toda a droga apreendida no ano passado foi localizada no interior de São Paulo, região que concentra importantes rodovias de ligação com outros estados.
Em números absolutos, 143,4 toneladas de substâncias ilícitas foram retiradas de circulação no interior, o que representa um aumento de 2,6% em relação a 2024, quando o volume chegou a 139,7 toneladas.
As regiões de Presidente Prudente, Sorocaba e Bauru lideraram o ranking de apreensões, com 36,4 toneladas, 28,8 toneladas e 15,6 toneladas, respectivamente.
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