Agosto Lilás reforça a importância de reconhecer sinais de violência contra a mulher

Investigação, Justiça, Policial | 0 Comentários

Guilherme Fialho

20 de agosto de 2026

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Campanha chama atenção para diferentes formas de violência e destaca a importância do acolhimento e da busca por ajuda

Poster do tema Agosto Lilás com mão feminina com os punhos fechados.

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O Agosto Lilás reforça a importância de reconhecer sinais de violência doméstica contra a mulher. A campanha chama atenção para um problema que muitas vezes acontece dentro de casa e pode começar de formas que nem sempre são fáceis de identificar.

Em Sorocaba, o CEREM oferece acolhimento especializado para mulheres em situação de violência. Além da escuta e da orientação, o serviço faz encaminhamentos e acompanha cada caso de acordo com a necessidade da vítima.

Para muitas mulheres, o primeiro passo é justamente conseguir reconhecer que aquilo que está vivendo não é normal.

Mesmo quando a violência é reconhecida, romper esse ciclo pode ser difícil. Muitas mulheres permanecem em relacionamentos violentos por medo, dependência financeira, ameaças, pela presença dos filhos ou até pela esperança de que o agressor mude.

Por isso, o acolhimento é importante. A decisão de sair dessa situação precisa ser acompanhada por uma rede que dê segurança para a vítima.

Agosto Lilás alerta para sinais de violência doméstica

A violência contra a mulher nem sempre começa com empurrões ou agressões físicas. Muitas vezes, ela aparece em forma de piadas, brincadeiras de mau gosto e até chantagens. O violentômetro ajuda a identificar esses comportamentos.

A ferramenta organiza diferentes comportamentos em uma escala de violência e mostra que atitudes que parecem pequenas também podem ser sinais de alerta.

Identificar esses comportamentos cedo pode facilitar a procura por ajuda antes que a situação se agrave.

As consequências da violência não ficam apenas no momento da agressão. O medo, a culpa, a ansiedade, a baixa autoestima e o isolamento podem acompanhar a vítima mesmo depois que ela consegue se afastar da situação.

Por isso, o tratamento psicológico também faz parte do processo de recuperação. O acompanhamento pode ajudar na reconstrução da autoestima e da própria vida.

Para quem já passou por essa experiência, falar sobre o assunto também pode ser uma forma de mostrar que é possível recomeçar.

Reconhecer a violência, romper o silêncio e procurar apoio são passos que podem acontecer no tempo de cada mulher.

O mais importante é que ela saiba que não precisa enfrentar essa situação sozinha. Mesmo quando as marcas não aparecem no corpo, elas merecem ser vistas, ouvidas e cuidadas.

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