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Crime aconteceu em novembro de 2024, em uma área rural da cidade. Júri popular reconheceu feminicídio e homicídio qualificado
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O homem acusado de matar a esposa e a filha de 5 anos, em um bairro rural de Boituva, foi condenado a 103 anos, 8 meses e 12 dias de prisão pelo Tribunal do Júri. O julgamento aconteceu na terça-feira (4), no Fórum da cidade, e terminou com o reconhecimento de feminicídio e homicídio qualificado. O crime ocorreu em novembro de 2024.
Durante a sessão, os sete jurados analisaram os depoimentos das testemunhas, o interrogatório do réu e os argumentos apresentados pelo Ministério Público e pela defesa. Ao final, o conselho de sentença considerou o acusado culpado pelos dois homicídios.
Na sentença, o juiz reconheceu as qualificadoras apontadas pela acusação, entre elas o feminicídio, o emprego de meio cruel, o crime cometido na presença de descendente e o homicídio contra uma vítima menor de 14 anos. As penas foram somadas e resultaram em mais de 103 anos de reclusão, em regime inicial fechado.
A defesa pediu a retirada da qualificadora de feminicídio e informou que vai recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça. Já o Ministério Público declarou que não pretende apresentar recurso.
Segundo a investigação, o crime aconteceu dentro da residência da família, em uma área rural de Boituva. A mulher e a filha de 5 anos foram mortas com golpes de faca.
A criança tinha diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA). O outro filho do casal, de 7 anos, também com TEA, presenciou o crime e foi encontrado no imóvel pedindo ajuda.
Vizinhos acionaram as equipes de segurança após ouvirem a movimentação na casa. Quando policiais, equipes do Samu, Corpo de Bombeiros e Guarda Civil Municipal chegaram ao endereço, encontraram mãe e filha já sem vida.
Após o crime, o suspeito deixou o local e pegou carona com um vizinho, que, segundo a investigação, não sabia do que havia acontecido. Ele foi localizado pela Guarda Civil Municipal enquanto tentava atravessar uma passarela próxima à rodovia e acabou preso sem resistência.
De acordo com a Polícia Civil, o homem confessou o crime. A investigação apontou que o ataque aconteceu após uma discussão entre o casal e que a filha também foi atingida durante a ação.
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