Cidades da região reforçam acolhimento a pessoas em situação de rua durante o inverno

Itapetininga, Jundiaí, Sorocaba | 0 Comentários

Jacqueline França

15 de julho de 2026

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Sorocaba, Jundiaí e Itapetininga ampliam abordagens e oferecem abrigo, alimentação e atendimento nos dias mais frios

Sexta-feira marcada com achegada do inverno

Foto: Arquivo Pessoal

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A queda das temperaturas levou cidades da região a reforçarem o atendimento às pessoas em situação de rua. Sorocaba, Jundiaí e Itapetininga mantêm equipes nas ruas para oferecer acolhimento, alimentação, banho, cobertores e encaminhamento para a rede de assistência social durante o inverno. Embora os serviços funcionem de forma diferente em cada município, o objetivo é reduzir os riscos provocados pelo frio intenso.

Em Sorocaba, as equipes do programa Humanização Inverno percorrem diferentes regiões da cidade, como a Avenida São Paulo, Praça Coronel Fernando Prestes, Avenida General Carneiro, Avenida Doutor Armando Pannunzio, imediações da Rodoviária, Rua Doutor Américo Figueiredo, Rua Doutor Álvaro Soares e Avenida Itavuvu, entre outros pontos onde há concentração de pessoas em situação de rua.

Quem aceita o acolhimento segue para o Serviço de Obras Sociais (SOS), onde encontra local para pernoite, alimentação, banho quente, roupas, toalhas e itens de higiene. A população também pode informar locais onde há pessoas precisando de atendimento pelo WhatsApp (15) 99666-2636, disponível 24 horas por dia.

Em Jundiaí, a Operação Noites Frias completou um mês de funcionamento. Desde o início de junho, as equipes mantêm atendimento durante 24 horas por dia. O balanço do primeiro mês aponta 2.115 pernoites realizados, com taxa média de ocupação de 67% e pico de 75% entre os dias 19 e 24 de junho.

Além do abrigo, a rede oferece alimentação, higiene, guarda de pertences, atendimento técnico e encaminhamento para outros serviços. Durante o período, as equipes distribuíram 4.230 refeições, 706 cobertas descartáveis e 191 mantas térmicas, além de realizarem 726 atendimentos técnicos. O trabalho também possibilitou o retorno de 58 pessoas às cidades ou estados de origem por meio do recâmbio social.

Mesmo com a estrutura disponível, a recusa ao acolhimento continua sendo um desafio. Em junho, as equipes registraram 81 desistências. A operação segue até 31 de agosto.

Já em Itapetininga, as chamadas blitz sociais intensificam as buscas ativas sempre que as temperaturas caem. Nas noites mais frias, as equipes atendem, em média, 20 pessoas por noite.

As abordagens acontecem em diferentes regiões da cidade, principalmente na área central, Jardim Paulista, Vila Prado e Vila Rio Branco. Durante o atendimento, as equipes oferecem abrigo com pernoite, alimentação, banho e cobertores. Quem possui animais de estimação também pode levá-los ao local de acolhimento, onde os pets recebem alimentação e permanecem em um espaço reservado durante a noite.

Além do acolhimento, as equipes orientam as pessoas sobre os serviços de assistência social e a possibilidade de restabelecer vínculos familiares. Migrantes em situação de rua também recebem informações sobre o Guichê Social, serviço instalado na rodoviária que oferece atendimento e auxílio para quem deseja retornar à cidade de origem.

As três cidades informam que as ações continuarão durante o período de inverno e poderão ser ampliadas sempre que houver previsão de novas quedas de temperatura

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