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Alimentação puxou a alta no mês, com destaque para os aumentos da batata, cebola e feijão
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O preço da cesta básica voltou a subir em Sorocaba e atingiu R$ 1.259,74 em maio de 2026. O valor representa um aumento de 2,37% em comparação com abril, quando o conjunto de produtos custava R$ 1.230,56. Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta acumulada é de 6,79%, o equivalente a R$ 80,05 a mais no bolso do consumidor.
O levantamento mostra que a cesta básica sorocabana manteve a trajetória de crescimento observada nos últimos meses. Depois de encerrar 2025 em R$ 1.145,10, o valor passou para R$ 1.185,55 em janeiro deste ano e seguiu em elevação até alcançar o maior patamar da série recente em maio.
Entre os grupos pesquisados, a alimentação foi a principal responsável pela alta, com avanço de 3,15% no mês. Já os itens de limpeza apresentaram queda de 0,71%, enquanto os produtos de higiene pessoal recuaram 3,71%.
Dos 34 produtos que compõem a cesta básica, 17 ficaram mais caros em maio. A maior alta foi registrada pela batata, que saltou de R$ 6,77 para R$ 10,89 o quilo, aumento de 60,86% em apenas um mês. A cebola apareceu em seguida, com elevação de 16,48%, passando de R$ 6,31 para R$ 7,35 o quilo.
O feijão também pesou no orçamento das famílias. O produto teve aumento de 9,99%, chegando a R$ 9,69 o quilo. Completam a lista das principais altas o vinagre, que subiu 5,14%, e o absorvente, com reajuste de 4,98%.
Segundo a análise do levantamento, fatores como problemas climáticos, redução da oferta agrícola, aumento dos custos de produção e despesas com transporte contribuíram para a elevação dos preços. A batata e a cebola foram diretamente afetadas por condições climáticas que prejudicaram a colheita e reduziram a disponibilidade dos produtos no mercado.
Por outro lado, 16 itens apresentaram queda nos preços. O creme dental teve a maior redução, de 12,5%. Também ficaram mais baratos o açúcar refinado (-5,99%), a água sanitária (-4,35%), a farinha de mandioca (-4,21%) e o papel higiênico (-3,88%).
No acumulado de 2026, a batata lidera os aumentos, com valorização de 91,64%, seguida por cebola (72,07%), feijão (44,34%), extrato de tomate (28,04%) e leite longa vida (27,33%).
Já na comparação dos últimos 12 meses, os maiores aumentos foram registrados pela batata (54,29%), feijão (33,13%), sal (25,07%), cebola (17,98%) e margarina (17,91%). Entre as maiores quedas aparecem alho (-29,81%), salsicha (-17,57%), açúcar refinado (-16,40%), café (-13,59%) e arroz (-10,72%).
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