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Diante da gravidade do cenário, a vereadora Jussara Fernandes (Republicanos) protocolou um pedido oficial de paralisação imediata das intervenções até que os fatos sejam rigorosamente apurados.
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O avanço das obras do segundo trecho da Marginal do Córrego Itanguá, na Zona Oeste de Sorocaba, virou alvo de uma forte polêmica ambiental. Ativistas da causa animal e moradores da região denunciam que animais silvestres estão sendo encontrados mortos no entorno do canteiro de obras.
O motivo, segundo os relatos, seria a falta de manejo adequado e proteção à fauna diante do desmatamento na área.
Diante da gravidade do cenário, a vereadora Jussara Fernandes (Republicanos) protocolou um pedido oficial de paralisação imediata das intervenções até que os fatos sejam rigorosamente apurados.
Em entrevista ao vivo, por vídeo chamada, ao programa Tá na Hora, da TVS+ SBT, a parlamentar detalhou as cobranças feitas ao Poder Executivo e o teor das denúncias que recebeu em seu gabinete.
“Nós recebemos imagens e relatos muito tristes de animais mortos na região. Falta um cuidado maior, falta um plano de manejo eficiente para afugentar e resgatar essas espécies antes que as máquinas avancem destruindo a vegetação”, cobrou a vereadora durante a entrevista.
Um dos pontos mais criticados pelos protetores que acompanham a obra é a aparente ausência de barreiras de proteção ou de um corredor ecológico que permita a fuga segura dos animais. Questionada se teve acesso aos estudos de impacto ambiental do município, Jussara Fernandes demonstrou preocupação com o planejamento da intervenção.
Embora reconheça que a Marginal do Itanguá é uma obra de extrema importância para desafogar o trânsito e melhorar a mobilidade urbana de Sorocaba, a vereadora defendeu que o progresso não pode atropelar as leis ambientais. Em nota oficial enviada ao programa, a Secretaria de Parcerias do município contestou as acusações: “Até o momento, não há confirmação de animais mortos devido às obras em andamento no local, do segundo trecho da Marginal do Córrego Itanguá. Há licenciamento ambiental regular junto à Cetesb e foram realizados levantamentos técnicos pertinentes à fauna, com ações em execução.”
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