Viva com Saúde: Agosto Dourado reforça importância da amamentação para a saúde da mãe e do bebê

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Matheus Dias

21 de agosto de 2026

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Campanha destaca benefícios do leite materno, importância da primeira hora de vida e necessidade de orientação e rede de apoio durante a amamentação

Viva com Saúde Agosto Dourado reforça importância da amamentação para a saúde da mãe e do bebê

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Agosto é o mês da campanha Agosto Dourado, que chama atenção para a importância da amamentação na saúde da mãe e do bebê. A iniciativa reforça os benefícios do leite materno e a necessidade de orientação e cuidados desde a gestação.

O nome da campanha faz referência ao conceito de “hora dourada”, que corresponde à primeira hora de vida do recém-nascido. Segundo a médica neonatologista Elaine Michelin, esse é o padrão ouro de qualidade do leite humano.

“O dourado é justamente referente ao padrão ouro de qualidade do leite humano, que contém absolutamente tudo o que o bebê precisa. Tem todos os nutrientes importantes para crescimento, para desenvolvimento e ainda fortalece o sistema imunológico do bebê”, explica a médica.

A recomendação é que a amamentação comece o quanto antes, ainda na primeira hora de vida, sempre que as condições clínicas da mãe e do bebê permitirem. O contato pele a pele logo após o parto favorece a adaptação do recém-nascido, fortalece o vínculo entre mãe e filho e estimula a liberação de ocitocina, hormônio que ajuda na descida do leite. O procedimento pode ser feito tanto em partos vaginais quanto em cesarianas.

Menos doenças e mais proteção a longo prazo

De acordo com Elaine Michelin, bebês amamentados no peito adoecem menos que aqueles que recebem fórmula, principalmente de doenças respiratórias e gastrointestinais.

“Nós sabemos que os bebês que são amamentados no peito, eles adoecem muito menos que os bebês que recebem fórmula, principalmente de doenças respiratórias e gastrointestinais. E, a longo prazo, ainda têm um menor risco de obesidade, diabetes, doenças alérgicas crônicas”, afirma a médica.

Além dos nutrientes essenciais ao desenvolvimento do bebê, o leite materno contém componentes que fortalecem o sistema imunológico, ajudam na formação da microbiota intestinal e contribuem para reduzir o risco de infecções. Também há benefícios associados à resposta às vacinas e ao desenvolvimento cerebral da criança.

A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Depois desse período, a orientação é manter a amamentação junto com a alimentação complementar até os dois anos ou mais.

Rede de apoio faz diferença durante a amamentação

Nem toda mulher vive o processo de amamentar da mesma forma. Enquanto algumas mães se adaptam já nos primeiros dias, outras precisam de orientação ou de outras formas de alimentar o bebê. Para essas situações, especialistas apontam que o apoio da família é fundamental.

É o caso de Jenifer Sena Polizello, mãe do pequeno Bernardo. Ela conta que teve ajuda do marido e da própria família durante o processo.

“O pai dele, né, meu esposo, que me ajudou pra caramba, correu junto comigo atrás desses profissionais. A minha sogra também tava junto comigo me ajudando, a minha mãe… A gente tem uma boa rede de apoio aqui assim, e graças aos profissionais também a gente conseguiu dar uma melhorada nessa amamentação”, relata Jenifer.

Quando surgem dificuldades, a orientação de especialistas é procurar ajuda profissional. Equipes de saúde e bancos de leite humano podem auxiliar em questões como a pega do bebê, a posição durante a mamada e outras intercorrências que dificultam a amamentação. A cirurgia cesariana, por exemplo, não impede o aleitamento, embora em alguns casos o início do processo possa exigir mais apoio devido às condições do pós-operatório.

“Nós costumamos falar que a amamentação ela pode ser um ato da mulher, mas ela é de responsabilidade de todos nós”, resume Elaine Michelin.

Recomendações da Agência Nacional de Saúde Suplementar

  • Iniciar a amamentação na primeira hora de vida do bebê, sempre que possível
  • Oferecer exclusivamente leite materno até os seis meses de idade
  • Manter a amamentação junto com a alimentação complementar até os dois anos ou mais
  • Buscar orientação de profissionais de saúde em caso de dificuldades
  • Procurar um banco de leite humano para receber apoio especializado ou realizar doação de leite

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