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Campanha destaca benefícios do leite materno, importância da primeira hora de vida e necessidade de orientação e rede de apoio durante a amamentação
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Agosto é o mês da campanha Agosto Dourado, que chama atenção para a importância da amamentação na saúde da mãe e do bebê. A iniciativa reforça os benefícios do leite materno e a necessidade de orientação e cuidados desde a gestação.
O nome da campanha faz referência ao conceito de “hora dourada”, que corresponde à primeira hora de vida do recém-nascido. Segundo a médica neonatologista Elaine Michelin, esse é o padrão ouro de qualidade do leite humano.
“O dourado é justamente referente ao padrão ouro de qualidade do leite humano, que contém absolutamente tudo o que o bebê precisa. Tem todos os nutrientes importantes para crescimento, para desenvolvimento e ainda fortalece o sistema imunológico do bebê”, explica a médica.
A recomendação é que a amamentação comece o quanto antes, ainda na primeira hora de vida, sempre que as condições clínicas da mãe e do bebê permitirem. O contato pele a pele logo após o parto favorece a adaptação do recém-nascido, fortalece o vínculo entre mãe e filho e estimula a liberação de ocitocina, hormônio que ajuda na descida do leite. O procedimento pode ser feito tanto em partos vaginais quanto em cesarianas.
De acordo com Elaine Michelin, bebês amamentados no peito adoecem menos que aqueles que recebem fórmula, principalmente de doenças respiratórias e gastrointestinais.
“Nós sabemos que os bebês que são amamentados no peito, eles adoecem muito menos que os bebês que recebem fórmula, principalmente de doenças respiratórias e gastrointestinais. E, a longo prazo, ainda têm um menor risco de obesidade, diabetes, doenças alérgicas crônicas”, afirma a médica.
Além dos nutrientes essenciais ao desenvolvimento do bebê, o leite materno contém componentes que fortalecem o sistema imunológico, ajudam na formação da microbiota intestinal e contribuem para reduzir o risco de infecções. Também há benefícios associados à resposta às vacinas e ao desenvolvimento cerebral da criança.
A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Depois desse período, a orientação é manter a amamentação junto com a alimentação complementar até os dois anos ou mais.
Nem toda mulher vive o processo de amamentar da mesma forma. Enquanto algumas mães se adaptam já nos primeiros dias, outras precisam de orientação ou de outras formas de alimentar o bebê. Para essas situações, especialistas apontam que o apoio da família é fundamental.
É o caso de Jenifer Sena Polizello, mãe do pequeno Bernardo. Ela conta que teve ajuda do marido e da própria família durante o processo.
“O pai dele, né, meu esposo, que me ajudou pra caramba, correu junto comigo atrás desses profissionais. A minha sogra também tava junto comigo me ajudando, a minha mãe… A gente tem uma boa rede de apoio aqui assim, e graças aos profissionais também a gente conseguiu dar uma melhorada nessa amamentação”, relata Jenifer.
Quando surgem dificuldades, a orientação de especialistas é procurar ajuda profissional. Equipes de saúde e bancos de leite humano podem auxiliar em questões como a pega do bebê, a posição durante a mamada e outras intercorrências que dificultam a amamentação. A cirurgia cesariana, por exemplo, não impede o aleitamento, embora em alguns casos o início do processo possa exigir mais apoio devido às condições do pós-operatório.
“Nós costumamos falar que a amamentação ela pode ser um ato da mulher, mas ela é de responsabilidade de todos nós”, resume Elaine Michelin.
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