Homem foi abordado em São Roque após fugir de Ibiúna; vítima foi atingida por quatro disparos e transferida para Sorocaba
Jaqueline Gomes Dantas cobra punição para o motorista que atropelou e matou o marido, João Paulo, na Avenida Ipanema
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Em meio à dor e à revolta, Jaqueline Gomes Dantas, esposa do motociclista João Paulo, morto na última quarta-feira (22) após ser atropelado na Avenida Ipanema, em Sorocaba, desabafou durante entrevista ao repórter Ed Passos, da TV Sorocaba SBT.
“Ele saiu de casa pra trabalhar e não voltou. Como eu vou dizer pro meu filho que o pai não vai voltar hoje?”, disse, emocionada.
Segundo Jaqueline, o marido, de 35 anos, era trabalhador, carinhoso e muito querido pelos amigos. O casal estava junto havia quinze anos e tinha um filho de quatro, que ainda não sabe da morte do pai.
“Eu não sei como vou contar. Como dizer pra uma criança que o pai não vai terminar a pista de corrida que estavam fazendo juntos? Vou ensinar ele o caminho do pai, de honestidade e caráter”, afirmou.
A esposa contou que foi buscada no trabalho por amigos do marido e recebeu a notícia do falecimento ao chegar à empresa. “Eles não quiseram me deixar ver o corpo, disseram que eu não ia querer guardar essa imagem. Me acolheram, me abraçaram, mas eu tô destruída”, relatou.
Jaqueline também criticou a liberação do motorista logo após o acidente. “Liberaram ele antes do corpo do meu marido sair do chão. E eu nem pude ver o corpo. Isso foi um crime. Ele teve intenção de matar o meu marido. Eu quero justiça, e todos nós vamos gritar por justiça!”, declarou.
O caso é investigado como homicídio. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista e o motociclista teriam discutido momentos antes do atropelamento. Testemunhas contaram que, após a briga, o carro atingiu a moto e João Paulo morreu no local.
O motorista, de 31 anos, se apresentou depois à polícia e alegou ter sido agredido antes da colisão. O advogado de defesa, Jonas Ferreira de Araújo, afirma que o cliente foi agredido “covardemente” e que o atropelamento não foi intencional.
“Ele teve um apagão depois das agressões, tentou sair do local e acabou colidindo com a moto. Foi uma fatalidade. Vamos provar que não houve dolo e que ele não teve intenção de matar”, declarou o defensor.
Os veículos envolvidos foram apreendidos para perícia, e a Polícia Civil deve usar imagens de câmeras de segurança da via para esclarecer o que aconteceu. O caso segue sob investigação.
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