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Em entrevista, pároco da Igreja São José Operário reflete sobre o verdadeiro significado da data e destaca a importância de cultivar as lembranças com leveza, afeto e compaixão.
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O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, é uma data marcada pela saudade e pela lembrança daqueles que já partiram. Para os católicos, é um momento de oração, silêncio e reflexão sobre a vida e a morte. Mas a data também convida a olhar para os sentimentos que permanecem: o amor, o carinho e as memórias construídas ao longo da vida.
Longe de discursos religiosos ou dogmas, Finados pode ser compreendido como um momento de acolhimento e valorização dos vínculos afetivos. Afinal, a ausência física não apaga a importância de quem fez parte da nossa história.
Em entrevista ao telejornal “Se Liga Região”, o padre Wagner Ruivo, pároco da Igreja São José Operário, falou sobre o verdadeiro significado da data e a importância de manter viva a memória de quem já se foi.
A reflexão parte de uma pergunta importante: o Dia de Finados precisa ser lembrado apenas como um momento de despedida ou também pode ser uma celebração de tudo o que foi vivido?
A saudade, nesse contexto, não precisa estar associada somente à dor. Ela também pode representar gratidão pelas experiências compartilhadas, pelos ensinamentos deixados e pelo amor que continua presente nas lembranças.
Outro ponto importante é a possibilidade de demonstrar afeto para além dos próprios familiares e amigos. A compaixão também pode ser direcionada a pessoas desconhecidas, por meio de pequenos gestos de solidariedade, empatia e respeito. O Dia de Finados é, portanto, uma oportunidade para transformar a saudade em carinho, a lembrança em gratidão e a memória em uma forma permanente de amor.
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